59 anos da TV no Brasil

Publicado em: 20/09/2009

Walter Tasca, primeiro camera man da América Latina

Há 59 anos a TV chegava ao Brasil por iniciativa de Assis Chateaubriand fundador dos Diários e Emissosras Associados. A TV Tupi de São Paulo entrou no ar em 18 de setembro de 1950. O próprio Chateaubriand presidiu a cerimômia de inauguração. Participaram o frei-cantor José Mojica, a atriz Lolita Rodrigues cantando o “Hino da Televisão”, um balé de Lia Marques e a poetisa Rosalina Coelho Lisboa, nomeada madrinha do equipamento. Quem anunciou o prefixo da primeira do Brasil foi a atriz Yara Lins. Cinco aparelhos de televisão estavam instalados no saguão da sede dos Diários Associados, em São Paulo, para que os presentes pudessem acompanhar a novidade. Também foram instalados aparelhos na Praça da República, no Jockey Clube e em outros locais públicos. Varias emissoras de rádio transmitiram ao vivo o acontecimento.
Algumas curiosidades sobre aquele dia…

•Logo após o discurso de Assis Chateaubriand, entrou no ar o primeiro programa da TV Brasileira, “TV na Taba”. Um programa de variedades apresentado por: Homero Silva, e com participações de: Lima Duarte, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues, Mazaroppi e Ivon Cury, entre outros.
•No dia seguinte a inauguração, foi ao ar pela TV Tupi, o primeiro telejornal da TV Brasileira. “Imagens do Dia”, com apresentação de Rui Rezende.
•Os primeiros anunciantes da TV Brasileira, foram: Sul América seguros, Antarctica e Moinho Santista.
•A importação dos equipamentos da RCA custou 16 milhões de cruzeiros. Foram comprados também 300 aparelhos televisores para serem vendidos nas lojas Cássio Muniz.

E este foi o discurso de Assis Chateaubriand na solenidade de inauguração da TV Tupi:

“O empreendimento da televisão no Brasil, em primeiro lugar, devemo-lo a quatro organizações que, logo, desde 1946, se uniram aos Rádios e Diários Associados para estudá-lo e possibilitá-lo neste país. Foram a Companhia Antarctica Paulista, a Sul América de Seguros de Vida e suas subsidiárias, o Moinho Santista e a Organização Francisco Pignatari. Não pensem que lhes impusemos pesados ônus, dado o volume da força publicitária que detemos. Este transmissor foi erguido, pois, com a prata da casa; isto é, com os recursos de publicidade que levantamos sobre a prata Wolff e outras não menos macias pratas da casa: a Sul América, que é o que pode haver de bem brasileiro; as lãs Sams, do Moinho Santista, arrancadas ao coro das ovelhas do Rio Grande e, mais que tudo isso, ao Guaraná Champagne da Antarctica, que á a bebida dos nossos selvagens, o cauim dos bugres do Pantanal mato-grossense e de trechos do vale amazônico. Atentai bem e vereis como é mais fácil do que se pensa alcançar uma televisão: com prata Wolff, lãs Sams, bem quentinhas, Guaraná Champagne, borbulhante de bugre e tudo isto bem amarrado e seguro na Sul América, faz-se um bouquet de aço e pendura-se no alto da torre do Banco do Estado um sinal da mais subversiva máquina de influir na opinião pública – uma máquina que dá asas à fantasia mais caprichosa e poderá juntar os grupos humanos mais afastados.”

Fonte: Jornalismo Unisuam

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