A cidade estarrecida

Publicado em: 25/11/2012

Diante das últimas notícias, eu me pergunto: onde estávamos nós enquanto a violência germinava em nosso chão? Onde estão agora as lideranças que se prontificaram a governar a Cidade, e o Estado, que se dispuseram a zelar pela segurança e a paz dos cidadãos? Em campanha, todos, sem exceção, apresentam-se como conhecedores dos problemas de Florianópolis, e de Santa Catarina, qualificados e determinados a gerenciá-los. Mas o que vimos nos últimos dias foi um desfile de “autoridades” com o olhar atônito e um repertório de soluções genéricas e respostas vagas, demonstrando total despreparo e incompetência para lidar com a realidade.Inacreditável que esteja acontecendo em Florianópolis, bela, hospitaleira, minha cidade, minha aldeia, mas é a mais pura verdade. Diante disso, penso que deveríamos, como cidadãos, exigir do novo prefeito, dos vereadores, os novos e os reeleitos e, ainda que tardiamente, também do governador, que assumam o compromisso gravado pela Juventude Ateniense:
“Nunca traremos desgraça para a nossa Cidade, por nenhum ato de desonestidade ou covardia, nem jamais abandonaremos nossos companheiros sofredores. Lutaremos pelos ideais e pelas coisas sagradas da Cidade, isoladamente ou em conjunto. Respeitaremos e obedeceremos às leis da Cidade e tudo faremos para despertar respeito e reverência naqueles que, estando acima de nós, inclinam-se a reduzi-las a nada. Lutaremos incessantemente para estimular a consciência do cidadão pelo dever urbano. Assim, por todos esses meios, transmitiremos essa Cidade, não menor, porém maior, melhor e ainda mais bela do que nos foi transmitida”. Quantos de nossos governantes teriam coragem de assumir o compromisso? Quantos são capazes de cumpri-lo?
* (citado por Patrick Geddes em seu livro Cidades em Evolução).

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