A conversa do meio-dia

Publicado em: 01/07/2007

Rádio Nacional de São Paulo. Começava ao meio-dia, logo depois do “PARADA DO SUCESSO, onde o grande locutor Hélio de Alencar desfilava os sucessos, os discos mais vendidos. Se era só propaganda, dos discos, se era jabaculé, não sei. 
Por João Chamadoira

Mas eram músicas que deixaram saudade. E dali a dois minutos, vinha a abertura do programa, se não me engano,  uma das músicas de Rachmaninov,  a marca da Conversa do meio-dia, uma crônica lida pelo Walter Forster, o grande galã do cinema e das radionovelas daquele tempo.
Minha mãe, grande ouvinte de rádio (até hoje ouve a Cultura AM, da Fundação Padre Anchieta o dia todo), no meio dos afazeres do almoço diário, afinal éramos então 4 irmãos,   gritava: “Põe no homem!”. Lá, nós, os filhos, sabíamos. Era sintonizar a Rádio Nacional de São Paulo. Vinha, então, a voz do Walter Forster, em A conversa do meio-dia, a dizer a crônica diária. Contrariava, então, os que hoje são contra programas ditos culturais.
E naquela voz, os fatos, os problemas do dia-a-dia iam tomando feição artística. Um crime ali, uma rara descoberta de corrupção acolá, o aumento do custo de vida… Tudo era assunto para aquela gostosa crônica. E hoje, contrariando os que acham que Literatura em Rádio é perda de tempo e audiência, algumas emissoras ainda ousam apresentar esse raro momento de descontração e de arte: Band News,  Eldorado FM, Jovem Pan, Rio Verde. E mesmo a Guaíba de outros tempos…
E depois da crônica? Ah, bom depois o “Programa Manuel da Nóbrega. Mas isso é outra história que fica para a próxima semana.

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *