“A crise”

Publicado em: 08/12/2008

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.

Ele se preocupava com a divulgacão do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.

As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses. O negócio prosperava.

Seu cachorro quente era o melhor de toda região! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola para o filho. O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
– Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. a situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as consideracões do filho doutor, o pai pensou: bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais , vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão.

Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior) e comecou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.

Abatido pela noticia da crise, já não oferecia o seu produto em voz alta.

Tomadas essas “providências”, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis. o negócio de cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho:
– “Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.”

E comentou com os amigos, orgulhoso:
– “Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise …”

A lição: Vivemos em um mundo contaminado por más noticias e, se não tomarmos o devido cuidado, elas nos influenciarão a ponto de roubarem a prosperidade de nossas vidas.

O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo

Fonte: http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=1004

2 respostas
  1. Zeca Netto says:

    É que nem aquela história do cidadão que foi procurar emprego num Banco e não foi admitido porque não sabia ler nem escrever. Chateado, caminhava pela rua com vontade de fumar um cigarrinho. Não encontrando nenhum lugar na redondeza onde comprar o produto, ocorreu-lhe montar uma banca para atender a demanda dos fumantes. O negócio prosperou rapidamente. obrigando-o a depositar toda a féria do dia naquele estabelecimento bancário. Dado o considerável volume de dinheiro que pretendia depositar, foi encaminhado ao gerente e qual não foi a sua surpresa ao deparar-se com o mesmo que negara sua admissão. Este quando o reconheceu disse-lhe: – Você que não sabe ler nem escrever, imagine se soubesse… Aquele respondeu-lhe então: – Pois é, doutor, se soubesse, hoje eu seria mais um servente na casa!

  2. Juliana Pires says:

    E provávelmente esse pai era muito mais bem-sucedido no trabalho do que o filho doutor. Infelizmente ele deixou se levar pelas más notícias e deixou de fazer o melhor para fazer o pior. Se a gente der ouvido as más notícias e ficar com medo de fracassar só porque outras pessoas fracassaram, nunca alcançaremos nossos objetivos e sonhos!

    Beijão!

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