A filha do Pedro

Publicado em: 30/03/2005

O diretor da Rádio Cultura de Joinville, Ramiro Gregório voltava de uma festa, na madrugada, quando passou em frente à rádio. Parou o carro silenciosamente e resolveu ver se estava tudo em ordem.
Por Léo Saballa, de JoinvilleAndou pelo estacionamento e nada de encontrar o guardião. Imaginou que ele estaria na guarita dos fundos, tomando café ou dormindo. Seguiu pé por pé até abrir a porta e deparar-se com uma cena constrangedora: o guarda estava em pleno ato de masturbação, concentrado numa revista.

Ao perceber a visita inesperada, não hesitou em oferecer a mão ao chefe dizendo: “Boa noite, seu Ramiro”. Mesmo diante deste decoro, Pedro foi mantido no emprego. Só que a galera da rádio tomou conhecimento do fato e nasceu o apelido de “Pedro Punheta”. O mural se transformou num festival de criatividade, tendo sempre como alvo preferido o Pedro Punheta. Chamá-lo assim virou rotina, até para a ala feminina da rádio.

Certa vez, uma adolescente de 15 anos, chegou na portaria da rádio para entregar um documento ao pai dela.

– Quem é o seu pai? Perguntou a recepcionista.
– É o seu Pedro – respondeu timidamente a garota.
– Aqui nós temos quatro funcionários com este nome. Pedro de que? 
– Pedro Punheta – disse ela, baixando o tom da voz e olhando envergonhada para os lados.
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Léo Saballa é radialista em Joinville

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