A fórmula ideal

Publicado em: 28/11/2011

No início dos anos de 1970, apesar da pouca idade, eu já ouvia falar de um tal de Emerson Fittipaldi… Em 1972, aos vinte cinco anos, ele transformou a Fórmula 1 numa febre nacional!

Em 1977, ele trocou a chance de se tornar o maior piloto de todos os tempos, para dedicar-se a um projeto que não deu certo, uma escuderia brasileira, mas que revelou o futuro campeão mundial, Keke Rosberg. Por conta disso, Emerson abandonou as pistas, para voltar a brilhar na Fórmula Indy, na qual foi campeão mundial, comprovando seu status de maior piloto da história de nosso automobilismo. Ele “abriu as portas” para José Carlos Pace, Nelson Piquet e Ayrton Senna, que consagraram a boa fama dos pilotos brasileiros e trouxeram, a reboque, alguns coadjuvantes, que nunca tiveram oportunidade de atuar em equipes de ponta.

A morte de Senna, em 1994, parece ter sido, também, a “morte” do automobilismo brasileiro na Fórmula 1, pois, desde então, nossos pilotos viraram meros coadjuvantes, de luxo ou não, exceção feita ao campeonato de 2008, quando Massa só não foi campeão porque teve como maior adversário sua própria equipe, a Ferrari.

Essa frustração se agravou quando Rubens Barrichello deixou Schumacher passar, no GP da Áustria de 2002. E quando o ano de 2009 tinha tudo para ser o ano de Massa, uma “porca miséria” do carro de Rubinho sepultou essa esperança, quase que com o Felipe junto. Depois, o máximo que Felipe Massa conseguiu foi repetir, em 2010, o papel de Barrichello, na mesma Ferrari, agora em favor do insuportável Fernando Alonso. Para piorar, em 2009, Nelsinho Piquet fez pior do que coadjuvar, “enterrando, em cova rasa,” sua carreira nessa modalidade.

Por tudo isso, o automobilismo está cada vez mais parecido com o futebol:
Hoje, assim como tem cada vez mais gente desfilando com uniformes de clubes estrangeiros, torcemos por pilotos de outros países… No caso de Vettel, ao menos, essa torcida é amplamente merecida e, até, redentora, pois, além de excelente piloto, ele é exemplo para os pilotos brasileiros, por não ter aceitado ser segundo-piloto de Mark Webber, podendo ser primeiro.

O brasileiro é passional, mas, não podemos esquecer que “pátria de chuteiras” ou “pneus” só existe como compensação das frustrações do dia a dia.

É certo que todo piloto, ao menos em princípio, quer vencer e sonha em ser campeão mundial. Ocorre que, também por princípio, correr é seu meio de sustento. Mas, seria bom que a “fila andasse”, para que uma nova geração tente resgatar a boa imagem do piloto brasileiro de ponta.

Um consolo para quem acha que sair da Fórmula 1 é “aposentadoria”:
Existe um monte de outras categorias onde talvez encontre a fórmula ideal para sorrir… E o torcedor brasileiro também!

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