Ter filhos

Publicado em: 13/05/2012

Creio que só descobri a total relevância da maternidade ao atingir a idade de ser avó, apesar de ainda não ter netos. Só agora posso compreender a verdadeira dimensão da responsabilidade e o alcance dessa experiência aparentemente banal, aparentemente corriqueira, universal, acessível à maioria, para muitas mulheres uma quase condenação. A despeito de toda racionalidade, de toda sofisticação, apesar de todo o perfume francês, poucas experiências nos defrontam tanto com a realidade absoluta quanto a gravidez e o parto. Por mais que sublimemos, que poetizemos o momento, parir nada tem de poético, nem de lindo; somos bicho. Apesar disso, estou cada vez mais convicta de que gerar filhos, antes de ser uma experiência biológica, é uma experiência espiritual. Desconfio mesmo que seja a mais importante de todas as experiências humanas. E a maior de todas as fontes de aprendizado.

A maternidade, e assim deve ser também com a paternidade, nos arranca repentinamente da esfera limitada dos nossos interesses e preferências pessoais e nos arrasta para os interesses, as preferências e o cuidado com outro indivíduo, o filho (sim, estou falando de gente normal). Por isso, peço perdão pelos equívocos, pelas insuficiências e pela falta de preparo, fiz o melhor que pude naquele momento. No geral fui uma exigente, de vez em quando fui até mesmo intransigente, mas nunca fui omissa, não fui ausente, meus filhos são minha vida!

Nesse Dia das Mães agradeço pela experiência da maternidade, pelas vidas dos meus filhos, meus filhotes, e também pela oportunidade de vê-los crescer, virarem adultos, cada qual buscando descobrir e desbravar seus próprios caminhos.

Aos meus amores. Para além da Vida!

Ass: M~

 

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