A saída

Publicado em: 08/09/2013

Foi o Osmar de Queiroz quem me contou essa passagem ocorrida com outro locutor esportivo, seu colega dos velhos tempos, o Raul Mazza.

O Raul desde rapazola sempre foi muito divertido e possuidor de uma grande verve. Um bom papo.

Aconteceu nos anos 50, na antiga e gloriosa Rádio Marumby onde começaram suas carreiras muitos radialistas de sucesso.

Raul Mazza, que atuava no departamento esportivo da “emissora das iniciativas”, fora um pouco mais cedo para o estúdio de locução a fim de apresentar o programa que começaria logo mais.

A chegada antecipada foi a calhar para o locutor do horário que precisava sair mais cedo e, por isso, pediu ao Mazza que lesse os textos do último intervalo comercial que viria após as três músicas que ele deixaria anunciadas. Pediu, foi embora e o Raul ficou ouvindo as músicas com a cabeça pousada sobre a mesa de locução.

Quando chegou a hora dos anúncios, o operador passou o som e o Raul não se moveu. Havia adormecido. O operador foi depressa à sala de locução e deu um tapa nas costas do Mazza para acordá-lo. Mal calculado, o tapa saiu com muita força e o Raul Mazza acordou e deu um berro:

– CAVALO!

Em segundos, ao ver a luz acesa indicando microfone ligado, percebeu a mancada e para salvar a situação anunciou com voz impostada:

– Cavalo perdido! Perdeu-se um cavalo baio…

E improvisou o texto de um inexistente cavalo baio perdido que era procurado pelo seu dono. E haja gargalhada depois dessa que, da cochilada à improvisação, foi bem ao jeito do criativo Raul Mazza.

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