A verdade do rádio e da televisão

Publicado em: 09/03/2008

Vocês que me acompanham desde 29 de Janeiro de 2007 quando escrevi minha primeira coluna nos Caros Ouvintes, já notaram que tenho priorizado o rádio. Defendo uma instituição da qual faço parte há 4 décadas. Meus textos mostram o que aconteceu e está acontecendo com o rádio brasileiro. 
Por Edemar Annuseck

Defendo mudanças urgentes, fim das terceirizações, profissionalismo, qualidade nas programações e providências do Ministério das Comunicações. Aliás, este órgão do governo continua devendo respostas para consultas que fiz no ano passado. Pelo que parece também lá há carência de gente que entende do assunto.
Canal 1
Temos conquistado a cada dia novos leitores nos Caros Ouvintes que reconhecem através dos comentários a seriedade como tratamos o rádio. Terça-feira (04) acessando a coluna Canal 1, assinada pelo jornalista Flávio Ricco e me senti recompensado.
Flávio escreve uma das mais importantes colunas deste país. Muito bem informado,  está sempre antecipando o que rola nos bastidores do rádio, tevê e jornal. Tanto que seus textos são reproduzidos pelos maiores jornais e sites do Brasil.
A realidade
Com a devida autorização reproduzo o texto original de Flávio Ricco, transcrito do site www.tribunadaimprensa.com.br que vem de encontro com a minha opinião.
Fim de linha
O rádio ainda é o rádio. Apesar de todas as transformações observadas nos últimos tempos, principalmente com a chegada dos novos meios de comunicação, o bom e velho rádio é, e nunca vai deixar de ser, o grande companheiro de muita gente, em horas diferentes do dia ou em situações mais diversas. Ao mesmo tempo em que estimula a imaginação de quem ouve, cria intimidade, envolvimento, sentimentos e curiosidade.
Por Flávio Ricco
Colaborou José Carlos Nery

A televisão – e existem pesquisas em cima disso – perdeu um pouco da sua audiência nos últimos anos. Não sei se o mesmo aconteceu com o rádio, mas é possível assegurar, sem correr qualquer risco, que houve uma violenta queda de qualidade no campo esportivo. Hoje, são raros os casos de emissoras que se preocupam em fundamentar no bom jornalismo, as suas transmissões do futebol. Ou as que procuram contar o que está acontecendo no campo, narrando o jogo e levando ao ouvinte as informações a ele relacionadas.
A grande maioria resolveu fazer disso uma extensão do circo, evidentemente, sem o mesmo brilho, competência e qualidade dos profissionais do picadeiro. Brincam entre eles o tempo todo, fazem piadas que só eles entendem, e o coitado do ouvinte fica de otário.
Isso, evidentemente, sem contar o festival de abraços enviados ao patrocinador, amigo do patrocinador, tio do patrocinador, filho do patrocinador, dono da agência de propaganda e companhia bela. Uma picaretagem com todas as letras. Na grande maioria dos casos é o que sobrou das transmissões esportivas. Felizmente, existem as exceções. Poucas, mas existem.
E agora
Flávio Ricco confirma tudo o que tenho escrito. Está na hora de se tomar uma providência. O Flávio tem razão também quanto à audiência da tevê. A programação perdeu a qualidade de outrora. Quanto ao rádio, que lhe der qualidade com certeza terá uma resposta imediata de audiência e publicidade.
Ministério das Comunicações, Anatel, Abert, Sindicato das Emissoras de Rádio e quem receberam a outorga, devem fiscalizar as atividades do rádio. Não se trata de censura. Falo em extirpar do meio, o arredamento de rádios, horários, analfabetismo, pornografia e falta de qualidade dos programas e profissionais. O rádio precisa reconquistar sua credibilidade.
E na televisão…
No último domingo assisti os compactos do Campeonato Paulista na TV Bandeirantes.  Levei um susto. No teipe do jogo do São Paulo, não foram citados os nomes dos jogadores do Mirassol. A narração foi feita em cima das imagens gravadas. O locutor deveria ter em mãos as escalações dos times para que o telespectador não ficasse órfão como ficou.
No último Campeonato Brasileiro, o goleiro Marcos Leandro do Paraná Clube fez defesas sensacionais na partida contra o Palmeiras. O teipe exibido deu crédito ao goleiro Flávio. Esqueceram de avisar que Flávio é negro, e, Marcos Leandro, branco. Enfim é isso que se ouve e vê. E fica por isso mesmo. Quem não estiver satisfeito que mude de canal ou de estação. 
Até a próxima.
 


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