A VOLKSWAGEN ALEMÃ PROVA QUE PUBLICIDADE TAMBÉM É ARTE

Publicado em: 09/04/2007

Esta semana recebi do meu amigo Severo este recado: “sugiro que escrevas um artigo lembrando que o talento ainda existe e é mais importante do que todo o dinheiro do mundo e do que todas as técnicas e truques eletrônicos que inundam o mundo da áurea mediocridade”. E  me mandou o filme que vocês vão poder ver.
Por Chico Socorro

Hoje a conversa é rápida.
Embora seja uma tese datada, já superada há muito tempo, volta e meia ressurge, principalmente entre os publicitários que estão iniciando na profissão. Trata-se da velha questão: Publicidade é Arte?
Bem, a resposta já foi dada por vários publicitários consagrados. O legendário publicitário David Ogilvy, por exemplo, elegeu a caixa registradora como símbolo de sua agência para evidenciar que a Publicidade tem a missão de ajudar a vender. São suas estas palavras: “não vejo a publicidade como diversão ou uma forma de arte, mas como um meio de informação. Quando escrevo um anúncio, não quero que você me diga que o acha “criativo”. Quero que você o considere tão interessante que vá comprar o produto”.
Sabemos que a Publicidade em seu sentido amplo se reinventa a cada dia, a tecnologia traz novos meios de comunicação, mas as pessoas continuam a comprar produtos e serviços baseadas nas promessas clássicas e universais: status social, auto-estima, beleza, nutrição, juventude, alívio de dores, etc.
Mas, focando o nosso tema de hoje, de vez em quando surge uma peça de comunicação rara na Publicidade e que traz de volta a idéia de que a Publicidade pode, também, com pertinência, ser ela própria uma peça de arte.
O filme da Volkswagen alemã que anuncia seu novo automóvel de luxo que começa a ser fabricado na Alemanha a partir de maio – o Phaeton, é uma prova disso. O filme é, indiscutivelmente, uma obra de arte a serviço da venda, do mercantilismo. E, tenho certeza, não deve ter custado nenhuma grande fortuna. Talento puro! Um filme à altura do Phaeton.
Sua trilha sonora é soberba. O lettering é minimalista – apenas três frases que dizem:
– Não é uma beleza o que as mãos podem fazer?
– Phaeton. Perfeição feita à mão.
– Feito por amor ao automóvel.

Clique aqui e veja o comercial

E faça um pequeno teste: procure congelar três ou quatro imagens no monitor do seu computador. Você constatará pequenas obras de arte, feitas com os recursos prosaicos de mãos.
P.S. – Com agradecimentos ao Vila que enviou o comercial e que em breve terá uma coluna só de áudio no Podcasting Caros Ouvintes.


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