Acampamento de Escoteiros do Mar e Carnaval

Publicado em: 28/01/2012

Tributo ao chefe escoteiro Paulo Roberto Guimarães

Naquele ano de 1962 quando reeditávamos o Acampamento Escoteiro Anual do Mar, sempre no mês de janeiro, nas Campanhas da Armação do Pântano do Sul, o tempo aprontou poucas e boas para nós. A pior delas, quando autêntico furacão varreu nosso acampamento para dentro do mar. Depois, chuvas intermitentes quase inviabilizavam nossas atividades. Porém,jovens saudáveis e alegres, decidimos recuperar os estragos e voltamos ao nosso querido e autêntico santuário. Em certa noite, os Seniores vieram à Chefia e disseram que naquela noite gostariam de ir a um Grito de Carnaval, que aconteceria em um Clube na Estrada Armação/Pântano do Sul. 

Tudo acertado e decidido, por volta das nove horas da noite,lá se foram nossos escoteiros carnavalescos para o tal sonhado baile carnavalesco. Por volta de duas horas da madrugada, tendo verificado a ausência de nossos adolescentes escutei na noite calma gritos muito ao longe e com fundo de música carnavalesca, como se grande tumulto estivesse acontecendo justo para o lado sul da estrada onde deveria ser a sede do Clube.
Reuni minha chefia e outros escoteiros e fomos ao local. Lá chegados, vimos que nossa “tchurma” tinha trepado em uma mesa, pelo lado de fora do clube e por uma janela, se deleitava com o espetáculo da moçada dançando ao som das músicas carnavalescas, quando, ao peso dos oito foliões, a tal mesa não resistira e desabara.

Quando nos viram, nossos heróis logo se explicaram:

– Chefe, caímos na gandaia, mas também derrubamos a mesa!

Quitados os prejuízos da inusitada“farra “, voltamos à nossa base e no outro dia enfrentamos um “solão de rachar” que premiou nosso último dia de Acampamento Anual.

Ali se estabeleceu outra certeza: escotismo e carnaval até que podem se dar muito bem, desde que não trepemos sobre as mesas, mas sentemos em torno delas como bons e educados meninos que somos… Ou éramos, pois já la se foram mais de cinquenta anos de outros carnavais.

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