Agência Nacional em Santa Catarina

Artigo publicado em: 26/07/2005

Na década de 1960 funcionava em Florianópolis a Sucursal da Agência Nacional que era comandada pelo jornalista e escritor Salim Miguel e contava com o operador de rádio Dilmo Sólon da Silveira e o fotógrafo Paulo Dutra.
Por Manoel Timóteo de Oliveira

Em 1964 o regime militar fechou a Sucursal e transferiu o jornalista Salim Miguel para a Central da Agência Nacional no Rio de Janeiro.

Em 1970 a Agência Nacional, vinculada ao Gabinete Civil da Presidência da República desencadeou o processo de descentralização reabrindo sucursais nas Capitais. Em Santa Catarina, no dia 1º de fevereiro daquele ano, na sede da Casa do Jornalista, através de convênio firmado com o Governador Ivo Silveira foi instalada a sucursal no Estado. Na oportunidade o Diretor Geral da Agência Nacional, Jornalista Arnaldo Lacombe e o jornalista Salim Miguel empossaram a equipe catarinense chefiada pelo jornalista Luiz Henrique Tancredo, Eleazar Nascimento, Jorge Cherem, Osvaldo Fernandes Filho, Manoel Timóteo de Oliveira, Mario Fernando Santos Dutra, Dilmo Solom da Silveira e Décio Sabino. Nos primeiros meses a sucursal funcionou no térreo do Palácio Cruz e Sousa junto ao Gabinete de Relações Públicas do Governo do Estado, vinculado ao Secretário da Casa Civil, Dib Cherem.

A partir de 1971 a sucursal começou a funcionar em instalações próprias no Edifício Aplub, com serviço de telecomunicações, telex, rádio ssb/transmissão por freqüência e uma consolete de som que recebia o sinal da Voz do Brasil onde era retransmitida para as emissoras de rádio da Grande Florianópolis. Também eram transmitidos os programas radiofônicos do Projeto Minerva, do Mobral, elaborados pelo Ministério da Educação.

A Agência Nacional sempre funcionou como uma agência noticiosa do Governo, transmitindo para a matriz o noticiário estadual e distribuindo o noticiário nacional para a imprensa do Estado. O jornalista Manoel Timóteo de Oliveira da Acif, durante muitos anos atuou como operador de som da Voz do Brasil em Santa Catarina.

No final de 1970 com a implantação do fax, a sucursal da EBN (sucessora da Agência Nacional) começou a receber a sinopse dos principais jornais do País que era entregue ao Presidente da República no café da manhã e transmitido as principais autoridades do Estado.

No período de 1960 a 1990 chefiaram a sucursal da EBN em Santa Catarina (hoje Radiobrás) Salim Miguel, Luiz Henrique Tancredo, Jorge Cherem, Eleazar Nascimento, Silva Júnior, Manoel Timóteo de Oliveira, Valdir Alves, Escolástica Granjeiro e Oscar Lobo. A sucursal da Radiobrás em Santa Catarina foi extinta no Governo Collor e suas instalações estão até hoje fechadas e sem algum uso (sucateada).


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