Ah! Essa mania de e-mails…!

Publicado em: 22/04/2014

Recebi um e-mail repleto “das razões de seu autor” onde, dentre outras considerações, diz: “… porque você é meu amigo, você tem o meu e-mail, a gente se comunica, etc e tal e você deve ter percebido que não envio muita coisa, nem muitos e-mails todos os dias, porque sei que sua caixa entope, como a minha.

Não porque não me lembro de você. É por respeito. Assim, quando você receber um e-mail meu é porque é importante (pra quem…?). Tem muita gente que só manda bobagens, que perde tempo, ou dizem coisas que não levam a lugar nenhum. Por isso sou econômico nos meus contatos; enviar e-mails é coisa boa, é feito uma cerveja, um bom vinho… faz bem, mas com moderação”. E termina com um “abraço fraternal”.

Diz, ainda, ao final do e-mail “fraternal” que “hoje recebi 56 e-mails, por isso a mensagem… sorry!”.

Recebi, hoje, 72 e-mails e cheguei à conclusão – patética, talvez!- que sou meio bobão.

Ou tenho muito tempo disponível e escrevo pra este site. Ou não faço outra coisa. Ou não tenho nada pra fazer. Ou não gosto de fazer nada. Ou já me cansei de fazer muita coisa…

Eu também, como o autor do e-mail citado, não gosto de perder tempo com bobagens, por isso, amigo (que está perdendo tempo lendo o que escrevi de bobagens num momento de folga!), por favor, não perca o meu endereço:

[email protected] ou o endereço do meu blog: donatoramos.blog.uol.com.br e me mande coisas importantes, como: palpite para o jogo do bicho – em casa somos fissurados nesse joguinho; mande-me, também, algum erro que você achou nos jornais, revistas ou viu ou ouviu no rádio ou na televisão pra eu aproveitar na coluna que escrevo na Revista Urbana e aqui mesmo, no “Antes que me perguntem… e no Crônica sem vergonha”.

Conte-me das suas dores de barriga, depois da feijoada – afinal, você é meu amigo e eu quero saber dos mínimos detalhes, até das suas dores de barriga, no braço, na cabeça, seus sonhos desfeitos, suas alegrias por ter sido avô outra vez, porque você perdeu o emprego, se está precisando de uma xícara de açúcar emprestado – sei que nunca mais vai devolver. Nem a xícara!

Não se esqueça de pedir retorno imediato de tudo o que me pedir – mesmo que eu tenha pouco tempo para atendê-lo.

Um dia, em Curitiba, o Ludovico Mikoz – hoje radialista em Paranaguá – precisava arrumar moranguinhos pra sua mulher que estava grávida. Saiu pela cidade toda – eu junto dando apoio logístico!- até que, lá pela madrugada, achamos. Congelado, porque não era época de moranguinhos. Chegando em casa, a comadre disse que não queria mais. Não deu outra: comeu na marra! Não queria, dizia ele, agora coma, senão o nenê vai nascer com cara de morango!

Aí me lembrei do cara contando pro amigo que isso era conversa fiada!

“Pois a minha mãe queria comer um disco furado do Roberto Carlos. E você pensa que o meu pai deu? Deu nada! E você pensa que isso teve influência na minha pessoa, na minha pessoa, na minha pessoa, na minha pessoa… na  m  i  n  h  a    p  e  s  s  o  a …”

O que eu quero dizer é que ler e-mails ou procurar moranguinhos é a mesma coisa. Ou não? Ou to ficando besta!

Mas voltando “à vaca fria”, lembro o amigo que esse milagre do e-mail fez com que eu vivesse muito mais feliz. Antes, pra falar com você, era uma mão-de-obra do cacete. Tão difícil que passava muito tempo sem te ver, sem saber dos teus filhos, do seu emprego, das suas alegrias e das suas tristezas. E sabe que a gente vai perdendo os amigos…? Perde mesmo! Diz um ditado africano que “Amizades são passos na areia. Se não pisarmos constantemente em cima, desaparecem!”.

Como o milagre do e-mail existe, não preciso mais sair correndo pra ver onde você está. E, se a sua caixa entupir, desentupa-a.

É fácil: é só deletar. Não gasta, não deixa cheiro e, se lavar, ta novo de novo. Ficarei feliz, muito feliz!

PS: se a caixa encher, esvazio! Só me mande uns dez e-mails diários. Mais do que isso vai parecer exagero ou perder tempo com bobagens!

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