Alô, alô, responde

Publicado em: 09/11/2005

Está de volta o Alô, alô, responde. Você pode e deve participar. Comece ajudando a reconhecer os dois personagens que formam o Trio Ciríaco Ortiz, que aparece na foto abaixo ou encaminhando sugestões de temas ligados ao rádio ou a personagens do rádio. Ou então, faça como o Jamur Júnior, conte uma história. O que você não pode é deixar de se fazer presente. 

Mylene Mendonça, publicitária: Na pesquisa que estou fazendo sobre a carreira profissional do meu pai (Humberto Fernandes Mendonça), Dida (minha tia) diz que os três da foto nasceram no mesmo dia e trabalhavam juntos na Rádio Araranguá. O Agilmar Machado, na coluna do Caros Ouvintes sobre o Humberto disse que os dois nasceram no mesmo dia. Então, você sabe me dizer se um desses é o Agilmar?
Cara Mylene: não, nenhum deles é o Agilmar. Ele me confirma que embora sendo de Araranguá, começou a trabalhar em rádio em Criciúma. Mas, vamos aproveitar para pedir a ajuda dos nossos caros ouvintes, para ver quem são os outros dois da foto que é de julho de 1952. Quem se habilita?
Alberto Arno, Joinville: Como sugestão p/ este excelente veículo de comunicação: Renê Gonçalves, mais de trinta anos de rádio Difusora de Joinville, esteve presente quase desde a fundação da emissora e é um dos poucos ainda vivos daquele tempo. Tem grandes histórias. Que tal uma entrevista com ele? Com certeza, caro Alberto.
Jorge Lewis, publicitário: Estava agora mesmo lendo sobre os meus amigos da seção “Astros e Estrelas”. Quando é que o Renei Roberto vai fazer parte desta galeria? Caro Jorge, o magrão ta na fila, mas logo vai pra vitrine.
Jamur Júnior, escritor: gostaria de registrar duas situações que confirmam uma velha tese que defendo com voz empostada do velho locutor: o rádio continua sendo o grande meio de comunicação com a massa, mesmo em tempos de TV, Internet, etc. Em Guaratuba conheci um cidadão, de nome Severino Estrela, que costuma fazer longos discursos  durante uma feira que se realiza aos sábados. Severino é um crítico severo (opa) dos governantes. Critica Lula, Bush, Sadan e quantos mais se destacarem nos meios de comunicação. Fala com desenvoltura e argumenta com firmeza revelando conhecimento, pelo menos superficial sobre os criticados. Certo dia, perguntei a Severino de onde tirava tanta informação, se era leitor de livros, jornais ou revistas. Para meu espanto declarou-se analfabeto. E de fato era. Seus discursos tinham como fonte o rádio.
-Tenho dois rádios. Um grande na minha casinha no Rio das Onças (localidade entre a Serra do Mar e a baía de Guaratuba onde não há energia elétrica e o acesso só é possível por mar) e outro pequeno que carrego pendurado no cinturão quando estou na roça.
Outro fato que marcou na minha carreira de radialista foi numa pescaria, numa ilha da baía de Paranaguá. Estávamos em três e pretendíamos jogar  truco para matar o tempo no começo da noite. Chegou um caboclo chamado Cabral, numa pequena  canoa, disposto a jogar truco e tomar uns tragos. Revelou-se um craque no truco e nos tragos. Formadas as duplas começamos a trucada e à medida que o tempo passava, Cabral me olhava firme. Fiquei preocupado.
– Porque olha tanto, seu Cabral?
– Acho que conheço mecê.
Um dos companheiros procurou ajudar a memória do Cabral.
– Claro que conhece, esse é o Jamur Junior, conhecido homem da televisão, apresentador do Show de Jornal.
– É, mas não tenho televisão. Só tenho rádio. Mas, que mal lhe pergunte: mecê não é aquele que trabalhava na Rádio Cidade e fazia um programa onde tinha umas histórias de pescador?
No fundão daquela ilha encontrei um ouvinte que demonstrou mais uma vez que a memória auditiva é fenomenal. Você pode esquecer uma fisionomia ao longo de alguns anos, mas não esquece de uma voz. Os rostos mudam com o tempo. A voz guarda características inconfundíveis. Na ilha distante, na roça, ou no carro moderno deslizando pelas avenidas das cidades, há sempre um rádio ligando o cidadão ao mundo. Isso é o rádio, o veículo quente que aproxima as pessoas em todos os pontos do Universo.
Olá Jamur, gratos pela colaboração. Quando sai o novo livro?
 


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