Amplia-se o Design do Projeto

Publicado em: 20/06/2004

Nesta primeira semana já tenho uma convicção: é muito estimulante lidar com a idéia de escrever um livro.Caro Ricardo, com base na tua proposta gostaria de ouvir tua opinião sobre o seguinte raciocínio:
Nesta primeira semana já tenho uma convicção: é muito estimulante lidar com a idéia de escrever um livro. Trabalhar para uma tese ainda me parece uma coisa pesada, enfadonha mesmo, embora muito valiosa. O livro não, as idéias brotam, o entusiasmo leva a assimilação de outros insights. Mais uma vez obrigado, irmão por este “estado de felicidade”. Então vamos ao trabalho.
Colaboradores
Com relação a colaboradores, estão efetivamente engajados Júlio Balsini Prates e Letícia Bittencourt Machado Pacheco. A Letícia se propõe a trabalhar no levantamento histórico impresso e entrevistas e o Júlio cuidará do levantamento e da edição de toda a parte de áudio que comporá os CDs que irão anexos ao livro. Ambos apenas aguardam a definição de suas tarefas.
Parceiros
No encontro de ontem com o Júlio surgiu a idéia de se propor o patrocínio principal a UNISUL, através do seu curso de Comunicação Social. Para isso precisamos desenvolver um projeto formal com a proposta da obra, suas repercussões, orçamento financeiro e cronograma. Isso também facilitará a abordagem de apoiadores: ACAERT, Sindicato dos Radialistas, Casa do Jornalista, ABAP e assim por diante.
A obra
Quanto à obra em si, penso no livro como um ser vivo de corpo, mente e espírito. Com instintos, idiossincrasias, costumes, cultura e alma. E que o nosso tema – Os 60 anos do rádio em Florianópolis – também deva merecer esse status.
A partir dessa concepção e para já ir definindo um caminho, a proposta é uma grande reportagem que mostre o nascimento do rádio como um produto das elites, mas que virou domínio público graças à consagração popular.  É o rádio que sai dos saraus e do petit comité para sacudir a alma de todas as pessoas, estejam elas em mansões ou barracos, ou mesmo nas ruas, nos bordéis ou nos templos religiosos. Sem limite, como o ser humano, do céu ao inferno, ou vice-versa.
Como fazer
Tenho notícias de alguns caminhos inovadores para se trabalhar num projeto como este. A Internet pode ser um dos nossos grandes aliados. Nos Estados Unidos há o exemplo de uma revista que foi criada, desenvolvida e produzida a partir de um pequeno núcleo dirigente de um site na Internet e que por isso virou case internacional. Aqui no Brasil, recentemente a publicitária Ana Maria Gonçalves lançou o seu livro Ao lado e à margem do que sentes por mim, usando o mesmo método e com as necessárias adaptações. Abrindo-se caminhos para a interatividade as pessoas se sentem estimuladas a participar. E, se houver interesse vão entrar em contato, vão colaborar com sugestões ou mesmo com a indicação de fontes e de material. Sobre expor-se publicamente o trabalho, o que se ganha é muito mais do que o que se perde. Eu, pessoalmente, sempre adotei essa postura e o meu saldo é muito gratificante. Aqui, porém, nós estamos falando de um trabalho conjunto. Sugiro que ao analisar a proposta (isto é uma proposta de trabalho), você comece relacionando os contras. Isto é, o que se perderia. Acredito que você poderá se surpreender quando isso for confrontado com o que se pode ganhar.
A outra proposta é que tenhamos lista para correspondência, de maneira que tudo o que conversarmos sobre o projeto seja também do conhecimento dos colaboradores, patrocinadores e apoiadores. Claro que isso não inclui nada que não seja de interesse profissional do projeto. A grande vantagem é um acréscimo de sinergia que de outra maneira é muito difícil de conseguir.
Grande abraço. Antunes Severo

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