Andar de táxi a ver televisão

Publicado em: 27/10/2008

Ver televisão enquanto se anda de táxi deixou de ser uma ideia futurista: cerca de 300 automóveis da Rádio Táxis de Lisboa (Retális) já dispõem de um sistema inovador em Portugal, a TV Táxi.

Écrãs LCD montados nos bancos dos táxis mostram conteúdos que vão da informação meteorológica aos trailers de filmes que estreiam nos cinemas, passando por reportagens sobre a cidade, intercalados com publicidade.

O presidente da Retális, José Dionísio, afirmou que o novo sistema cativou a curiosidade dos associados, e neste momento, «a lista de inscrição é bastante superior à capacidade de equipamentos disponíveis».

Quanto aos conteúdos, incluem «prevenção rodoviária, agenda cultural e o tipo de informação que pode ser útil para o turista, passando pelo que é o dia-a-dia mais social da nossa comunidade», como a divulgação de uma campanha da Liga dos Amigos dos Hospitais.

«Somos um meio logístico que anda 24 horas na cidade e tem esse contacto preferencial com todas as camadas da sociedade», referiu, acrescentando que, embora para já a desão ao sistema seja gratuita, a TV Táxi vai ter que ter mais publicidade: «Existe uma componente comercial e ela tem que se sustentar».

Os écrãs são montados pela empresa Spreading Advertising, cujo sócio José Maria Reffóios explicou que este é um meio que ainda não estava explorado em Portugal e que já existe nos Estados Unidos, Inglaterra e Canadá.

Os conteúdos da TV Táxi, que incluem um «repórter Táxi» com entrevistas de rua, estão organizados numa grelha que é actualizada semanalmente.

Os responsáveis da Spreading querem melhorar a programação, que por enquanto é fixa e guardada num cartão de memória.

No futuro, se o investimento compensar, a TV Táxi pode tornar-se mais completa e mais interactiva, com a possibilidade de a programação ser actualizada a partir de uma central, de o passageiro poder escolher entre vários canais e de poder manipular os comandos tocando no écrã.

«Essa tecnologia é cara, mas já existe, estas redes semi-privadas são um meio por explorar, desde que haja parceiros», disse José Maria Reffóios, referindo que para além da Retális, a Spreading já instalou o sistema nos táxis Invicta, no Porto.

Para o taxista Porfírio Matias, ter uma TV no táxi «tem sido engraçado». «Além de servir de passatempo para o cliente, também é para nós próprios, quando não tenho que fazer, distraio-me a ver um pouco».

Em relação às reacções dos passageiros, «a maioria mostra-se interessada, gosta do sistema. Só uma pessoa disse que não era obrigada a ver aquilo de que não gostava, desligou-se e nada mais».

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