AO AMIGO DONATO… E AOS CAROS OUVINTES

Publicado em: 26/09/2006

Quando fui para Cascavel, mandado por empresa de São Paulo para montar uma Subestação e uma Usina Diesel, em fevereiro de 1968, recém formado em engenharia pela UFSC, tratei logo de comprar um Trans Globe da PHILCO, para sintonizar a Diário da Manhã e ouvir as notícias da minha Florianópolis.
Por Mário Pereira

Ouvia especialmente um programa conduzido pelo Antunes Severo e o Adolfo Zigelli, acho que o melhor do rádio ilhéu à época. Não lembro o nome do programa. A Guarujá era difícil “pegar”.
Fui para o Paraná para lá ficar por seis meses e depois retornaria à Florianópolis, dizia a empresa que me havia contratado. Os seis meses viraram –você sabe – trinta e oito anos, por enquanto.
Lembro-me da maioria dos nomes citados em teu e-mail. Não se trata de boa memória, trata-se de idade. O Cesar Luiz Pasold estudou comigo no Colégio Catarinense. O Alexandrino Barreto Neto, o Xandoca, cunhado do Tullo Cavalazzi, é meu amigo. Li seu livro sobre os ‘esquineiros’ e quase morri de rir com as expressões usadas naquele tempo.
Sábado passado fui a Floripa assistir Avaí e Coritiba. Torci para os dois. Para o Avaí (meu time desde a infância) ganhar e para o Coxa perder (torço para o Atlético no PR). Na ida de Curitiba para a ilha fiquei parado na estrada durante quase três horas por conta de um acidente. Tive, nessa espera, a oportunidade de conhecer e bater um papo com um candidato a senador, Raimundo Colombo. Só o conhecia de nome, muito simpático. Na Ressacada encontrei o Xandoca, ele vai lançar um livro sobre o Avaí. Estarei no lançamento e se você for poderemos nos encontrar.
É fantástico ver como você, em tão pouco tempo, está conseguindo se enturmar aí na ilha. O pessoal é aberto, receptivo, acolhedor.
Por último: fomos (Marlene e eu com o Mosimann e a Tânia) jantar na Lagoa no restaurante Chico. Pedi um caldo de camarão e, pasme! o garçom não sabia do que se tratava. Levantamo-nos e mudamos para o insuperável Oliveira. Pena que o Célio tenha falecido. Sugiro que você conheça o Mosimann. João Carlos Mosimann, engenheiro da minha turma de formandos (1967) e atualmente escritor. Três livros publicados, dois sobre a história da ilha.
Escrever essas coisas, de certa forma, me remete à ilha, da infância e juventude, dos velhos amigos, das boas lembranças, da saudade imorredoura. E você me tem dado essa oportunidade.
E-mail: [email protected]
Recado do Donato:
Mário Pereira é dos mais respeitados políticos do Paraná. Foi Deputado, Secretário de Governo, Vice Governador, Governador em exercício do Paraná, Presidente da Ferroeste, presidente de Partido (MDB e PMDB) Catarinense de Itajaí. Um dos grandes e poucos amigos catalogados no meu coração.


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