História do jornalismo cearense – 2

Publicado em: 04/05/2008

Existia pobreza de meios e de recursos humanos. Mas o curso não era restrito somente às aulas, aconteciam também, conferências, simpósios, seminários e palestras.

Na Imprensa Universitária, um jornal do corpo discente (Comunicação), circulou em duas ou três ocasiões. A imprensa dava oportunidades e espaços à colaboração dos alunos. O Correio do Ceará, através de Felizardo Mont’Alverne patrocinava as publicações.
Em 1970 foi à vez de o jornal O Povo contribuir. Muitas autoridades foram ouvidas e as entrevistas publicadas no jornal. O II Congresso da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa da Comunicação (Abepec) foi realizado em julho de 1974. O primeiro conclave foi em Belo Horizonte, tendo participado Adísia Sá, que trouxe o segundo para a cidade de Fortaleza.
A Revista de Comunicação Social firmava o novo Departamento. O primeiro estágio dos alunos do Departamento foi organizado por J. C. Alencar Araripe e Flávio Ponte. O estágio no Ceará desde 1971 era remunerado. Em 1972 houve um convênio com a Universidade Federal do Ceará. Em 1973 era assinado convênio entre a Universidade e a Associação Brasileira de Agências de Propaganda.
O Curso de Comunicação Social teve seu reconhecimento pelo Egrégio Conselho Federal de Educação, sendo reitor o professor Walter Cantídio. O Curso de Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia. Com empenho de Paulo Elpídio de Menezes Neto e Faria Guilherme, o curso mudava-se para o edifício da antiga Escola de Engenharia. O I curso de Jornalismo para principiantes foi concluído em 1964, o segundo em 1965. Muitas nuanças ocorreram quanto a currículo, carga horária, resoluções, disciplinas profissionalizantes.
O Jornalismo Impresso e Relações Públicas foram os primeiros a absorverem as disciplinas profissionalizantes atendendo o que dispunha o parágrafo 1º. Do art. 5º. Da Resolução nº. 11 de 10 de outubro de 1969. A criação do Curso Superior de Jornalismo no Ceará teve uma participação expressiva da professora Adísia Sá. Era uma faz de tudo. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) lidera o movimento e aquilo que pode ser chamado de uma filosofia do ensino de jornalismo no Brasil é elaborado no 1º. Congresso de Jornalismo, em 1918. A ABI não criou a sua “Escola”, coube a Anísio Teixeira, a iniciativa de criar o primeiro curso superior de jornalismo no Brasil, na então Universidade do Distrito Federal, em 1935.
A primeira alusão à criação de um curso de jornalismo no Ceará ocorreu na sessão do dia 12 de janeiro de 1937 na ACI. Muito trabalho da ACI, do Sindicato e da própria UFC, para a fundação do primeiro curso superior de jornalismo no Ceará: o Curso Livre, promovido em 1965.
O Centro Acadêmico Tristão de Ataíde, também colaborou nessa luta, bem como vários professores, Luis Sucupira, Carlos Campos de Oliveira e outros. Em 10 de março de 1975 a ACI recebe do então governador César Cals de Oliveira Filho, a Medalha da Abolição. Os cursinhos: I Curso de Jornalismo para Principiantes com cobertura da ACI e Sindicato começou a 15 de janeiro de 1964, com aulas ministradas no 5º. Andar dom Edifício Perboyre e Silva (ACI). Teria e prática eram os pontos fortes. Nessa turma concluíram o curso Francisco Felix e Marcos de Holanda, além de outros. Depois veio o segundo em 11 de janeiro de 1965. Lecionaram: Adísia Sá, Geraldo S. Nobre, Maria da Graça Andrade, Antonio Carlos Campos de Oliveira, Paulo Lopes Filho, José Arabá Matos, Luís Campos, Lúcio Brasileiro, Frota Neto, Cid Carvalho, Teobaldo Landim, Rangel Cavalcante, Antônio Fernandes, Faria Guilherme, Wellington Mesquita e Polion Lemos.
A próxima etapa em busca do curso superior de Jornalismo seria a do Curso Livre, que recebeu o nome de Perboyre e Silva, com concludentes nos anos de 1973 e 1974. Com a Comunicação Social o chamado jornalismo boêmio da fase heróica estava com os dias contados, novas maquinarias foram adquiridas e a profissão só viesse a ser regulamentada em 1969. Muitos congressos, muitas reuniões aconteceram até que o curso passava definitivamente a responsabilidade da UFC. O Curso de Jornalismo funcionou por três anos como Curso Isolado, mudando a denominação somente em 10 de outubro de 1969 para Curso de Comunicação Social pela resolução nº. 11. Em 1975 forma-se o sétimo grupo de concludentes. O Curso também teve o nome de Departamento de Comunicação Social e Biblioteconomia. Marchas e contramarchas marcaram o período.
Diretor pedindo exoneração, insatisfação de alunos, mudanças de locais foi uma luta titânica e ainda um aperfeiçoamento de carga horária, formação de professores, participações em congressos, reuniões ficaram marcados na história, Através do Decreto nº. 71332, de 8 de novembro de 1972 é concedido o reconhecimento ao Curso de Comunicação Social (habilitação Polivalente), da Universidade Federal do Ceará.
Com nossas pesquisas chegamos a um livro importante que conta a trajetória do Ensino de Jornalismo no Ceará, de autoria da jornalista Adísia Sá, publicado em Fortaleza no ano de 1979 pela Imprensa Universitária da Universidade Federal do Ceará, data em que ocorreu a colação de grau da primeira turma de bacharéis do Curso de Comunicação Social. Fico por dentro do Ensino de Jornalismo no Ceará com essa magnífica obra.


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