Assuntos supimpas que movimentam os meios de comunicação!

Publicado em: 02/02/2009

São variados os temas: do filme extraordinário ao gostoso e famoso sanduíche…

A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e chegar aos 18…

Esta frase de Mark Twain, romancista que nasceu em 1835 e morreu em 1910, deve ter inspirado Francis Scott Fitzgerald o autor do conto O curioso caso de Benjamin Button, adaptado para o cinema por Eric Roth, o mesmo roteirista de Forrest Gump.

O filme, estrelado pelo casal Brad Pitt (Benjamin) e Cate Blanchet (Daisy), recebeu 13 indicações para o Oscar deste ano. Difícil apontar qual o melhor dos dois protagonistas.

O curioso Benjamin vive uma vida ao contrário. Velho de 80 anos, reencarnado num corpinho de criança, o bebê cresce velho e depois rejuvenesce conforme passam os anos até se tornar um recém-nascido normal e morrer. Um “envelhecimento” ao contrário.

É a história de um homem, como qualquer outro, incapaz de parar o tempo, as pessoas e lugares que ele conhece ao longo do caminho, os amores que encontra, as alegrias da vida, a tristeza da morte e o que dura além dos tempos.
Para quem gosta de amor eterno, um filme cheio de emoções durante quase 3 horas de sua duração.

“Tudo é passageiro e do fim não se escapa”, uma de suas frases marcantes, define bem o roteiro desse extraordinário filme. Assisti e recomendo.

Mais sábio que a sabedoria…

Fora-de-série como jogador de futebol, Tostão tem se saído muito bem atuando como “jornalista” esportivo. De sua coluna na Folha de S.Paulo (domingo 25/01) destaco:
“No futebol, acontecem também muitas coisas boas. É agradável escutar a entrevista de um técnico como Mano Menezes, que fala e explica as coisas, que não é prepotente nem politicamente correto, que não bajula nem é grosseiro, que não quer ser irônico sem saber ser, que não é depressivo nem eufórico e que não quer ser mais sábio que a sabedoria.”

Tostão escreve fácil, com expertise igual como se estivesse com a bola nos pés jogando na seleção canarinho, que foi campeã e encantou o mundo em 1970.
As lições do líder da empresa mais revolucionária do mundo…

Leio atento a história de Steve Jobs, um americano de 54 anos que está com sua saúde ameaçada por um câncer. A cabeça de Steve Jobs, da editora AGIR, é um relato que mostra o outro lado do homem que revolucionou a informática, o cinema de animação e a música digital.

iPhone, produto recente da Apple, sucesso de vendas em todo o mundo

iPhone, produto recente da Apple, sucesso de vendas em todo o mundo

A história dele se confunde com o sucesso da Apple e os Macintosh, da produtora cinematográfica Pixar, do Ipod e o iTunes. Seu nome e seus feitos estão indelevelmente inscritos na história da Tecnologia da Informática.

O autor do livro, o jornalista e escritor Leander Kahney, que há anos acompanha de perto a carreira desse famoso empresário, afirma que Steve Jobs pegou seus interesses e os traços de sua personalidade – obsessão, narcisismo, perfeccionismo – e transformou-os nas marcas registradas de sua carreira.

A narrativa sobre esse bilionário é apaixonante, o que faz com que o leitor queira logo chegar ao fim das 247 páginas da edição.

Radialista entrou “mudo e saiu calado”

Norberto, o vovô Nonô, sessentão novidade do Big Brother Brasil 9, perdeu a oportunidade de promover o rádio em audiência televisiva acima dos 30 pontos no Ibope. Durante as duas semanas em que permaneceu na casa famosa da Globo, não falou nadinha sobre rádio ou sobre o que ele faz numa rádio, se é que o dito cujo é mesmo radialista. Foi decepcionante também como representante da melhor idade: Nonô entrou no reality show alavancado pela produção do programa para mostrar que “há vida inteligente depois dos 60”. Não mostrou.

A propósito, este ano, o BBB está sendo rotulado como o mais inexpressivo de todas as nove edições.

Tendo novidade na telinha (ou no rádio, ou…) lá estou. Mas confesso que não dá pra se ligar num programa de TV que tem pouco entretenimento, muita baixaria e muito merchandising. Bye bye BBB.

Puxaram o tapete do maestro… ou melhor a batuta!

Recentemente, a revista britânica Gramophone elegeu a Sinfônica de São Paulo como uma das melhores orquestras do mundo. Um mês depois, seu maestro, John Neschling foi demitido via e-mail assinado por Fernando Henrique Cardoso, sim o FHC ex-presidente da República e atual presidente do Conselho de administração da Osesp.

Sala São Paulo lotad?ssima em apresentação da Osesp

Sala São Paulo lotadíssima em apresentação da Osesp

O maestro João Carlos Martins diz que Neschling fez um trabalho sensacional na Osesp, tornando-a a maior orquestra da história do Brasil. O salário de John Neschling: 20 mil dólares por mês (+ ou – 46.000 reais) e mais 9 mil dólares (+ ou – 20.700 reais) por apresentação. Quase 100 mil reais por mês; nada mau, hein?
Motivo da demissão? Incompatibilidade de gênios. O gênio de John Neschling não bate com o gênio de José Serra. Faz tempo que o genioso maestro implica com o governador e vice-versa. A verba que sustenta a Osesp vem da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. 

Fala-se que o maestro francês Yan Tortelier, que já dirigiu a Orquestra Filarmônica da BBC de Londres, (ou o nosso Isaac Karabtchevsky, grande regente brasileiro depois de Eleazar de Carvalho), poderá ser o substituto de John Neschling. Voto no competente e elegante Karabtchevsky.

Do gravador de fio de aço ao blu-ray…

Quando comecei no rádio, no início dos anos 50, o gravador portátil usado para reportagens utilizava fio de aço como “fita”. Depois vieram os gravadores com fita magnética, que sobreviveram até o advento dos aparelhos digitais. Com o disco ocorreu uma grande evolução também: do 78rpm de cera, ao long-playing e compactos 33rpm e 45rpm de vinil (45rpm não vingou no Brasil), passando pelo CD e chegando ao MP3.

O VHS – imagem/som – surgiu nos Estados Unidos em 1976 e reinou até 1996, quando apareceu o revolucionário DVD com muitos pontos acima. Recentemente, em 2003, apareceu o Blu-ray, tecnologia que promete ser a sensação neste 2009. A nova maneira de armazenar e exibir imagem e som tem discos iguais aos de DVD, mas com vídeo em alta definição. A novidade vendeu nos USA em 2008, 63 milhões de discos.
Estima-se que somente no Brasil, em 2009, os discos Blu-ray cheguem a vender um
milhão de unidades.

O aparelho reprodutor Blu-ray comporta discos DVD; já o reprodutor de DVD não toca os discos Blu-ray. Os dois formatos de discos têm algumas diferenças: no laser de leitura, um é azul o outro é vermelho; no armazenamento, o Blu-ray tem 50 GB contra 8,5 GB do DVD;  qualidade de imagem mil linhas horizontais do Blu-ray o dobro de linhas horizontais do DVD;preço do disco Blu-ray é de  60 a 150 reais enquanto o DVD custa de 10 por 1.500 reais, já o DVD por 150 reais.

O Blu-ray rende todo o seu potencial quando conectado a uma TV de alta definição.

O paulistano continua gostando de bauru no ponto…

No dia 25 de janeiro deste ano, a cidade de São Paulo comemorou 455 anos de sua fundação. Existe um sanduíche denominado Bauru que tem a cara da megacidade.

Faz 51 anos que o então estudante de Direito Casemiro Pinto Neto criou um sanduíche que ganhou o nome de seu apelido, Bauru, cuja receita é repetida inúmeras vezes, diariamente, na Rede Ponto Chic na capital de São Paulo, e foi exportada Brasil afora, nem sempre sendo feita seguindo sua formação original.

Modo de fazer:

Corta-se o pão francês ao meio e retira-se o miolo da parte superior, como se fosse uma pequena canoa; na metade inferior, colocam-se as fatias de rosbife e sal a gosto; por cima, distribuem-se algumas rodelas de tomate e pepino, polvilhando com orégano a gosto; à parte, coloca-se um pouco de água numa frigideira. Quando ferver, coloca-se a mussarela a ser derretida; retira-se a mussarela da água e coloca-se na metade da canoa da parte superior do pão, unindo-se as duas partes. O calor da mussarela vai aquecer os ingredientes da outra metade.

Casemiro se formou em advocacia, profissão que não exerceu. O que muita gente não sabe é que o criador do famoso sanduíche Bauru preferiu ser radialista e como repórter trabalhou na Rádio e TV Record até sua morte. Eis como Casemiro contou o nascimento desse sanduíche:

“Era um dia que eu estava com muita fome. Cheguei para o sanduicheiro Carlos e falei: Abra um pão francês, tire o miolo e bote um pouco de queijo derretido dentro. Depois disso, quando o Carlos já ia fechando o pão, eu falei: Calma, falta um pouco de albumina e proteína nisso (eu tinha lido em um livreto de alimentação para crianças, da Secretaria de Educação e Saúde, escrito pelo ex-prefeito Wladimir de Toledo Pisa, também freqüentador do Ponto Chic, que a carne era rica nesses dois elementos), coloque umas fatias de roast beef junto com o queijo. Ele já ia fechando de novo quando eu tornei a falar: Falta vitamina, bote aí umas fatias de tomate. Este é o verdadeiro BAURU. Quando eu estava comendo o segundo sanduíche, chegou o “Quico” – Antônio Boccini Jr., que era muito guloso, pegou um pedaço do meu sanduíche e gostou. Aí ele gritou para o garçom, que era um russo chamado Alex: Me vê um desses do “Bauru”.

Sai um Bauru aí que eu quero refazer a energia gasta para produzir esta coluna, que tratou de atuais e diversificados assuntos.

Até…

Ah, palmas para os primeiros dias de Barack Obama presidente. Um de seus primeiros atos: disse não às montadoras de automóveis. Enquanto elas não apresentarem modelos de veículos que consumam menos combustível – o que representará menos poluição do ar –, o governo americano não financiará suas produções.

Ah2, mais palmas para o presidente dos Estados Unidos, que assinou na quinta-feira (19-01) sua primeira lei, o histórico Ato Lilly Ledbetter, que promove igualdade de pagamento entre homens e mulheres. O tema é polêmico no Congresso americano e enfrenta oposição dos republicanos conservadores. Lilly Ledbetter, que dá nome à lei assinada por Obama, era supervisora da fábrica de pneus da Goodyear Tire & Rubber, em Gadsden, Alabama. Ela processou a empresa por discriminação de pagamento pouco antes de se aposentar, após 19 anos de serviço. “É muito simbólico que o primeiro projeto de lei que assino fale de um dos princípios fundadores deste país; que somos todos iguais e que cada um pode perseguir a sua própria versão de felicidade”, disse Barack Obama. Tomara que o nosso presidente Lula siga seu companheiro americano nessas duas ações.

Ah 3, salve Yemanjá, salve!

1 responder
  1. Vera Lúcia Correia da Silva says:

    Ah, palmas para vc Jair Brito que num fôlego só, relembrou fatos importantes e “quase” esquecidos da maioria.Concordo com todos os comentários feitos e endosso um convite para comermos juntos um “Bauru” aqui no Ponto Chic do Paraíso quando vieres à Sampa, ok? Eu pago.
    Abraços,
    Vera Lúcia

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