Entries by Marcio Santos

O que você faz aí na pirâmide de Queóps?

Pirâmides se tornou praticamente nosso hino à rebeldia contra a censura, não só a oficial dos tempos da ditadura, quanto àquela de colegas músicos que, educadamente, criticavam nossas letras incompreensíveis, sempre complementando que as melodias eram lindas e mereciam poesias condizentes. Foi, talvez, a única que compomos juntos (Márcio e Aldo) do começo ao fim, […]

Dupla Gostar foi o símbolo de nossa rebeldia

O Capuchon fez uma parceria com a dupla Ca-Ri (Cacau Menezes e Ricardinho Machado, os maiores produtores de festas jovens da Ilha) e fazíamos os vocais para Eliana Taulois, nossa roqueira-mor.

Comissão julgadora queria desclassificar Voa Urubu

Na primeira noite, a Plebe sentiu o sabor da grande aceitação popular ao interpretar o “Voa Urubu”, para delírio da plateia que lotava o TAC, adicionando dois vizinhos meus (Paulo Maurício e Carlos Maestri) nas percussões. Quando foram anunciadas as cinco que passariam para a fase final e nossa música não esta incluída entre elas, […]

O Pioneiro Capuchon

Juntos, Zuvaldo e eu escrevemos “Leda” e “Grossa”, duas gravadas em K7 no estúdio da AS Propague de Antunes Severo, e duas na Public (empresas de publicidade, que tinham invejáveis gravadores de quatro pistas, o Akay 4000DS) e as inscrevemos no festival.

Palhostoc, o Festival de Rock da Palhoça

Toda a imprensa deu larga cobertura aos festivais, acompanhando os eventos desde as inscrições até a semana seguinte aos eventos, entrevistando organizadores, compositores, fazendo a cidade fervilhar. [ Márcios Santos ]  Que saudades do tempo em que nossa imprensa era realmente nossa, não só anunciando os eventos, como também fazendo um feed-back consistente após os […]

Estreia na Fainco

Música | Ilha de meu som | Czardas Márcio Santos Quando a Fainco (Feira da Indústria e Comercio) aconteceu em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina, cujos prédios ainda estavam em construção, a turma resolveu dar uma olhada, já que rolavam bandas locais e nacionais. Como era costume, a grana era pouca para “pegar” […]

Rumo ao profissionalismo

Música | Ilha de meu som | BAM Produções Márcio Tonelli No final da década de 70, o Folk foi empresariado pela BAM Produções, da qual eu era sócio. Seu show “Folk Canta Beatles” foi grande sucesso, excursionando por todo o estado de Santa Catarina, depois de uma apresentação antológica no T.A.C. Era uma pessoa […]

The Snakes – O aprendizado

Música | Ilha de Meu Som | Nascem os músicos Márcio Santos Enquanto o Brasil se preocupava com a ditadura militar e com o golpe de 1964, quatro jovens ilhéus, com idades entre 14 e 16 anos, que estudavam juntos (antes no Colégio Catarinense e depois no Instituto Estadual de Educação), vizinhos de ruas do […]

Primeiros acordes – 6

Música | Ilha de Meu Som | Formação das bandas Interessante também era como se formavam as bandas. Havia, basicamente, três maneiras: Como a maioria dos pais era contra ter filhos músicos profissionais, mas tinham orgulho de mostrar aos amigos “que meu filho, além dos estudos, fazia música por hobby”, alguns presenteavam seus filhos com […]

Na era do rádio – 3

Ilha de Meu Som | Os sonhos, a busca Saindo do transe, decepciono-me ao ver-me em pleno século XXI e, em minha última viagem ao passado, sinto-me ainda entrando nos anos 1960 quando a praga da TV ainda não havia invadido nossos lares, permitindo-nos essa convivência com a música da forma mais pura e natural. Até […]