Baixos teores de honestidade

Publicado em: 01/04/2012

Esta é um a dessas histórias que muita gente já ouviu em algum lugar. O personagem é o cidadão que quer levar vantagem em tudo, o tal que  acha que o importante é “se dar bem”. Mesmo que custe desrespeito à ética, honestidade e bom caratismo. A história foi contada a beira mar, em nosso litoral, no final de uma tarde quente. O cidadão tinha um problema no ar condicionado do carro e foi a Curitiba, numa oficina autorizada para fazer os reparos. O atendente fez um orçamento alto e foi logo dizendo que tinha alternativa para reduzir esse custo. Podia, ele mesmo, fazer o serviço em particular, na própria oficina onde trabalhava.

O dono do carro aceitou e deu um adiantamento solicitado de 250 reais para compra de peças. Ficou combinado que o carro deveria ser levado para a oficina na terça-feira da semana seguinte. Na segunda-feira o mecânico telefonou avisando que estaria fora por uma semana e que voltaria a comunicar uma nova data. Não comunicou. O cidadão pegou o carro subiu a serra, chegou na oficina a procura do mecânico. Foi informado que o referido era um safado que fora demitido dias antes.

A perda do dinheiro dos custos adicionais foi uma espécie de castigo para um cidadão, com baixos teores de honestidade,  que leva a vida na base da “lei de Gerson”: levar vantagem em tudo, custe o que custar.

Esse tipo de gente que fura fila, suborna guarda, funcionário público, paga “por fora” pra levar vantagem, já perdeu a noção de ética e  honestidade. E o pior, sai vendendo essa “esperteza” como um grande triunfo: isto é, pratica seus trambiques e conta pra todo mundo como quem conta o bom resultado de uma pescaria em final de semana.

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