BAM Produções Artísticas

Publicado em: 03/01/2014

Em 1973, estava trabalhando na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos há dois meses, quando fui chamado pela Telesc, que oferecia melhor salário.

[ Por Márcio Santos ] 

Capuchon UfscCasado e, na iminência de ser pai, troquei de emprego. Lá, conheci José Cassetari, um paulista que veio para Floripa como instrutor de cursos e resolveu ficar por aqui mesmo, tornando-se meu melhor amigo na empresa.

Batatinha, como era chamado, era uma figura impar, filho de italianos, que ia da maior euforia até agressão física num piscar de olhos; era um amigo de verdade, tomando as dores dos mais próximos como suas, sempre pronto a colaborar.

Como ele sabia que, apesar da formação técnica, eu tinha fobia por eletricidade, convocou-me como auxiliar em suas auditorias pelo interior do Estado, onde eu era responsável pela música (sempre com o violão na bagagem) que alegrava nossas viagens enquanto ele trabalhava efetivamente. Naturalmente, eu o ajudava nos afazeres, mas sem chegar muito perto das “barras vivas” de até dois mil amperes dos retificadores de telefonia.

Juntos, curtimos mil aventuras pelos sertões de Santa Catarina e, em 1978, com reformulações na Telesc que não nos agradavam, resolvemos sair e montar uma empresa de produção e sonorização; ele já mostrava relativa segurança de um pequeno comércio na Cohab, administrado por sua esposa e além disso, abriu uma loja de bijuterias (Bijon) no edifício Visconde de Ouro Preto, no prédio de mesmo nome, atrás do Teatro Álvaro de Carvalho, onde também montamos nosso escritório.

Convidamos Aldo Bastos, parceiro em quase tudo que fiz na música, para formar a sociedade BAM Produções Artísticas (Batatinha, Aldo & Marcio), onde o primeiro fazia a parte técnica, o Aldo lidava com as bandas e eu respondia perante contratantes e empresas parceiras.

Nossa primeira providência foi contratar uma banda de músicas próprias (Capuchon) e uma banda com apelo popular (Folk), especialista em Beatles, composta por Reinaldo Moreira (baixo), Julio César Gondin (guitarra solo), Roberto Costa (bateria), Nicolau Varela (violão Folk) e Bernardino May (teclados). Criamos o show “Folk Canta Beatles”, que estreamos no Teatro Álvaro de Carvalho, com relativo sucesso.

O Capuchon, agora reformulado com Marcio César, Aldo Bastos, Kachias Serafin, Nilo Aguiar, Telêmaco Mursa, Umberto Ouriques, Arthur Moellman, que influenciados por Pink Floyd, Yes e Gênesis, passaram a montar um repertório com músicas de pouca letra e muitos efeitos sonoros e vocais. Ensaiávamos num clube (uma pequena casa de madeira onde o Folk fazia bailes aos sábados), e onde hoje é o Paula Ramos Esporte Clube, todas as terças e quintas.

Nesta época, afora o Nelson, os demais integrantes do Capuchon participaram do coral da UFSC, para assimilar os arranjos vocais e aproveitá-los nas nossas músicas.

Convidados pelo maestro Acácio Santana, gerente de música da UFSC, participamos dos Circuito Municipal Universitário e Circuito Universitário Estadual, junto com o Grupo de Teatro Pesquisa Novo, Coral da UFSC e Grupo V. Zero (de onde sairiam depois Alisson e Frazê para participar do Grupo Engenho).

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