Brasil propõe rede continental

Publicado em: 01/09/2011

O Brasil prepara um projeto para integrar, por meio de redes de fibra óptica, todos os países da América do Sul. A proposta, que está sendo elaborada por técnicos do Ministério das Comunicações, prevê apresentação imediata a representantes da área técnica da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), organismo que reúne os 12 países da porção Sul do continente. As informações são da assessoria de imprensa do Minicom. O plano brasileiro prevê a formação de um grande anel continental para integrar as nações num sistema de banda larga.

A estrutura final deve chegar a mais de 10 mil quilômetros de extensão, a partir das redes de backbone existentes em cada país da Unasul.
“A proposta ainda depende do aval dos membros da Unasul. Depois disso, será preciso fazer estudos técnicos para implantar esse anel”, adiantou o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra.
A proposta do Brasil é colocar a ideia em prática por meio de um sistema de topologia aberta. Isso significa interligar as redes de alta capacidade no transporte de dados de modo a permitir que mais de uma rede de um mesmo país possa unir sua estrutura à de outra nação, ao mesmo tempo. Isso seria feito por meio da construção de estações, que atuariam como pontos de troca de tráfego nas extremidades das redes de cada país. “Dessa forma, ninguém sai perdendo na construção do anel de fibras ópticas. Com a rede aberta, garante-se a possibilidade de que diferentes empresas possam atuar nesse sistema”, explicou Artur Coimbra.
O principal objetivo do governo brasileiro com a proposta de integração é reduzir o preço da banda larga para o consumidor. Isso porque a implantação de um anel continental reduziria os custos de comunicação. Hoje, as distâncias percorridas no tráfego de dados entre os países da América do Sul aumentam os preços das conexões.
Coimbra citou um exemplo: “Se alguém que está no Peru quer trocar dados com uma empresa brasileira, as informações precisam sair pelas redes que atravessam o oceano Pacífico, chegar aos Estados Unidos, trocar de oceano, percorrer os cabos do Atlântico e, então, entrar no Brasil. Isso implica custos, já que se paga por uma conexão internacional, em geral escassa, feita por meio de um cabo submarino”.

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *