Brasilzão

Publicado em: 18/01/2006

O jornalista José Eduardo Camargo, Editor Especial do Guia 4 rodas, depois de três anos fotografando placas pelo interior do Brasil resolveu lançar um livro, mostrando as placas com os textos mais engraçados.
Por Léo Saballa

Ele faz questão de destacar que o objetivo não é zombar ou corrigir a linguagem usada em beira de estrada, mas registrar como é a comunicação nos rincões mais distantes deste “brasilzão”.
O resultado do livro é impagável. A graça não está apenas nos textos e sim no conjunto da obra: cores, formas, desenhos e materiais utilizados.
Uma imensa placa no interior paulista anuncia a Lanchonete 2 Irmões, que oferece Serveja, Franco novo e peiche. Em um pequeno hotel no sertão nordestino uma placa junto ao balcão orienta os hóspedes: Favor deixar a chave do carro na portaria quando estiver atrás do outro. Em Minas, a placa da lanchonete Comeu Morreu mais parece uma advertência do que um convite ao consumidor. Falando sério, será que alguém tem coragem de comer um pastel, uma coxinha ou um ovo em conserva numa lanchonete com este nome?
Outras formas de comunicação dão margens a diversas interpretações, como a inscrição Chega mais do negão, no subúrbio de Maceió. O jornalista jura que é uma oficina mecânica. Nem a propaganda política escapa. Algum cabo eleitoral do candidato Edival pensou estar ajudando ao colocar uma placa na frente de casa, com o seguinte recado: Com Deus e o Povo Edivar dinovo. No interior do Ceará a Borracharia Bocada afirma que possui o menor preço. Depende do tamanho da mordida. Se o nome tiver alguma relação com o preço cobrado pelo borracheiro…
Em Joinville algumas placas também chamam a atenção não só pelos erros de português, mas pelo inusitado que oferecem. Na frente de uma casa, no bairro Itinga uma anuncia (sem qualquer pontuação) a venda de Uma cama para casal de ferro. Quer dizer, a cama tem que ser forte mesmo. Na rua Arnaldo Moreira Douat, no Floresta, um recado para os motoristas: Favor não estasionar.  Dia destes algum gaiato espirituoso resolveu apagar a letra “P” da placa de um restaurante na rua Blumenau, que anunciou durante todo o dia um cardápio estranho. O prato do dia ficou assim: rato do dia. Claro que naquele dia o movimento do restaurante deve ter diminuído bastante.


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