Câmara e Senado divulgam pesquisa sobre meios de comunicação e fake news

Publicado em: 10/12/2019

Praticamente a metade dos brasileiros acha difícil identificar notícias falsas em redes sociais.

Ainda assim, de cada 10 brasileiros, 8 afirmam já ter se deparado com fake news nas redes e 82% já verificaram se uma informação é verdadeira antes de compartilhá-la. Televisão e jornais possuem maior credibilidade do que as informações de redes sociais para a maioria dos cidadãos. Mas entre pessoas com menor escolaridade, essa percepção não é tão forte.

Esses são os principais resultados de uma pesquisa nacional de opinião pública sobre notícias falsas e meios de comunicação realizada pelas ouvidorias da Câmara e do Senado em outubro último. Foram entrevistadas 2.400 pessoas de todos os estados do país.

Os resultados serão discutidos em audiência pública nesta quinta, 12, a ser realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Entre as fontes de informação usadas com mais frequência pelos entrevistados estão Whatsapp, televisão, Youtube e Facebook. Em seguida aparecem sites de notícias, Instagram, rádio, jornal impresso e Twitter. Por sua vez, o público mais jovem utiliza menos a televisão e mais as mídias digitais, como Youtube e Instagram.

Para 45% dos entrevistados, informações vistas em redes sociais influenciam a decisão de voto nas eleições. Por outro lado, 90% dos entrevistados julgam que as mídias sociais deixam as pessoas mais à vontade para expressar opiniões preconceituosas.

Os resultados da pesquisa serão avaliados na audiência pública “A influência das mídias digitais sobre a sociedade brasileira”, na qual especialistas vão debater os riscos e os benefícios do uso das mídias digitais para a formação da opinião pública e o funcionamento da democracia.

Entre os convidados para o debate estão a professora Laura Schertel Ferreira Mendes (UnB e IDP); o conselheiro da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) Marcelo Bechara; o diretor de Relações Políticas e Governamentais do Google Brasil, Marcelo Lacerda; a gerente de políticas públicas do Facebook, Marisa Guise Rosina; o diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, Fabro Steibel; e o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Artur Coimbra.

(Portal Imprensa, 10/12/2019)

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