Carol Denardi: Rádio, TV e Uma Luz no Apagão

Publicado em: 21/05/2007

Por uma dessas convergências da vida conheci uma pessoa bastante especial. Você vai para o centro? Perguntou. Sim vou. Por onde você vai? Estou com tempo. Diga onde você quer ir. No quartel dos bombeiros. Qual deles? Aquele ali quase em baixo da ponte. Então você me guia que chagaremos lá.
Por Antunes Severo

De cara deu pra perceber que se tratava de alguém que sabia onde estava pisando e pra onde queria ir.
Ao sair do estacionamento da TVBV a conversa naturalmente se fluiu para a comunicação. Eu participo da produção do programa Emergência 193 – Bombeiros em Ação que é apresentado todos os sábados às 09h45, pela TVBV.
A reação foi irresistível: O apresentador é meio durão de molejo. Bombeiro não é apresentador de TV. Não dá pra dizer isso pra ele?
Ela sorriu amarelo e fulminou: como é seu nome?
Quando acabei de falar a reação me deixou surpreso e ao mesmo tempo embaraçado.
Mas, não é possível. Eu não acredito! Eu estou indo lá pra encontrar o Ricardo Medeiros. Nós vamos tirar umas fotos para divulgar o lançamento do livro.
Posagora, o mundo é mesmo pequeno
Depois daquela sensação – que legal, estamos no mesmo barco – veio a reação do profissional. Poxa, mas isso dá uma boa história. Vamos gravar uma entrevista?
Não, de jeito maneira, eu morro de medo só de pensar em falar ao microfone. Entrevistar os outros tudo bem, mas eu falando… ah, não dá.
Amoitei. Isso passa, pensei. Afinal, tudo é impermanente.
Pequeno silêncio e chegamos ao posto de salvamento dos bombeiros que fica ali quase em baixo da ponte Hercílio Luz.
Entramos no pátio, quase vazio. Na guarita dois bombeiros, cumprimentaram gentilmente.
Orientado, estacionei o carro. Ficamos ali ao sol do meio dia, com toda a baia norte a nosso lado.
Distraidamente tirei a gravadora da sacola – ela é menor que um celular – e voltei à proposta da entrevista. A gravadora já rodando. Os primeiros 15 segundos foram dramáticos. Ela quase implorou: não, entrevista não, eu não sei falar.
Fiquei irredutível. Microfone na frente dela: mas como foi que aconteceu?
E aí ela falou durante 15 minutos. Ouça. Vale a pena. Afinal, ela e o Ricardo Medeiros são partes da história CBN Diário: uma luz no apagão.
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