Chico Socorro, “Meu tipo inesquecível”

Publicado em: 09/12/2014

Quando me aperto com os enredos da língua pátria, costumo recorrer a pessoas mais instruídas do que eu. Uma delas é mestre Emílio Cerri – que nessas ocasiões trato com carinhosa intimidade – “Olá, Miloca, tudo bem?” Então conto pra ele qual é o meu sufoco e fico na escuta só lançando provocações estratégicas para instigar sua mente incansável e bondade mais do que generosa.

Roberto e Chico Socorro

Reprodução da foto publicada pelo jornal A Notícia de Joinville com o seguinte comentário: “Roberto Costa, da Propague, contratando grandes cabeças para a publicidade catarinense. Francisco Socorro é uma das inteligências do ramo no Brasil.

De nosso colóquio – quase ia dizendo brainstorming – emergiu o enfoque da apresentação ao depoimento do publicitário Francisco Socorro, amigo estimado, fraterno Comguru e profissional de carreira de grande valor: Chico Socorro.

Conheci o Chico em 1980, na cidade de Blumenau. Ele já era veterano na praça, pois desde 1972 atendia a conta publicitária da Cia. Hering e em 1979 passara a trabalhar direto na empresa catarinense como seu primeiro Gerente de Comunicação Mercadológica.

Nessa função, aliás, Chico Socorro teve de enfrentar um dos maiores desafios de sua vida profissional: a coordenação do Centenário da Cia.

Hering em 1980, como ele mesmo recorda: “Esse evento histórico, de grande importância para a família Hering e para a empresa, ficou sob a minha coordenação, em parceria com Hans Prayon, Diretor Industrial”.

Eu, recém chegado na cidade de Blumenau, no início de 1980, levava a incumbência de dirigir a TV Coligadas que acabara de ser comprada pela RBS SC. Meu relacionamento começou mesmo em função de uma iniciativa promovida pelo Chico: ele liderara o movimento que resultou na criação do GPCM – Grupo de Profissionais de Comunicação Mercadológica, ao qual logo me incorporei.

As funções de Chico Socorro iam além da gestão dos assuntos de comunicação de mercado e institucional da Cia. Hering. Ele trabalhou pela ampliação do relacionamento da empresa com a cidade de Blumenau e pela qualificação dos serviços publicitários das agências locais abrindo espaço para que uma delas prestasse serviços profissionais à Cia. Hering: “Quando cheguei a Blumenau, existiam pouquíssimas agencias de publicidade.

Uma das primeiras atitudes que tomei, agora no papel de cliente, foi a de destinar alguns trabalhos para uma agência local. Os trabalhos de maior responsabilidade permaneceram sob a responsabilidade da Denison. A escolha recaiu na agência Scriba por ser ela, na minha avaliação, a agência tecnicamente melhor qualificada naquela ocasião”.

Em 1985, Francisco Socorro, por decisão pessoal retorna ao mercado publicitário de São Paulo, mas os seus elos com Santa Catarina, principalmente os afetivos, continuavam vivos. Faltava apenas uma proposta compatível com o seu perfil profissional.

E essa proposta veio por intermédio do empresário Roberto Costa, como registra Chico em seu depoimento: “decidi aceitar, no início de 1994, o desafio de retornar à Santa Catarina e assumir o cargo de Diretor Executivo da Propague”. Depois da Propague, Chico Socorro trabalhou na agência de Carlos Paulo, onde permaneceu até 2003.

A partir daí, ele assume a carreira de consultor de comunicação independente concentrando seu trabalho em Santa Catarina e São Paulo, preferencialmente.

Antes que lhe peça para acessar o link que leva ao depoimento de Francisco Socorro, quero fazer dois agradecimentos ao Chico Amado como o trato há já alguns anos: pelo privilégio de ser o portador de seu depoimento e pela criação da Casa da Comunicação, que embora desativada, por certo um dia voltará a funcionar. Eis o depoimento:

Fragmentos da história de um publicitário paulista que adotou Santa Catarina – para trabalhar e viver. Ou melhor, o contrário (acesse aqui).

Este artigo faz parte da série Apontamentos para a História da Propaganda em SC

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