Chover no Molhado – Rádio Criativo 5

Publicado em: 21/03/2006

Alô ouvintes leitores, viva o rádio, viva quem faz dele sua vida! Pois então, como hoje a coluna tem número impar, é dia de brincar menos, vou falar seriamente aos que trabalham com a parte comercial do rádio, os que negociam os patrocínios, os que ficam atentos aos números das pesquisas de audiência.
Por José Predebon

Sabemos que o trabalho deles não é difícil, pois o rádio é um veículo consagrado, vender espaços é quase como pôr açúcar no caminho da formiga. Mas, assim mesmo, hoje vou ajudar esse pessoal, fornecendo argumentos, ainda que isso seja chover no molhado.
Principiando: nunca se deve deixar de lado um fato só porque não é novidade, não acham? Se não concordarem, dêem-me o benefício da dúvida, e invistam mais alguns minutinhos nesta leitura. Bem, todo mundo conhece as qualidades do rádio, então, falar a favor dele é até uma “precipitação pluviométrica em área previamente hidratada”, como diria aquele locutor afeito aos “dribles vernaculares”, inspirados pela importância do microfone. Mas vale a pena, vamos lá.
Os argumentos que trago não precisam de adjetivos, pois são factuais. Vou transcrever a seguir um trecho do que publicou a edição de fevereiro de 2006 da Revista ESPM, da Escola Superior de Propaganda, a maior autoridade acadêmica brasileira em comunicação, propaganda e marketing. Na página 14 dessa edição que está nas bancas, há um depoimento, dentro de entrevista concedida por Thomas Souto Corrêa, emérito jornalista brasileiro, dirigente da Editora Abril e sua Revista Veja. Falando sobre os veículos de comunicação em geral e seu futuro, vejam o que ele disse respondendo à pergunta “E os veículos eletrônicos, televisão, rádio, tevê por assinatura? Que papel terão no mundo do futuro?”
TSC: “Acho que vão se aperfeiçoar. Eu sei mais pelo rádio do que pelo jornal. Se ouço o noticiário do rádio às 20 horas, a primeira página do jornal do dia seguinte está feita, dificilmente acontecerá mais alguma coisa. A característica do rádio como informação em tempo real reforçou-se, muito, nos últimos anos. Não tenho nenhuma indicação numérica ou estatística de que o consumo do rádio diminuiu.”

Aí está, ouvintes, e penso que todos os que sabem das coisas assinariam essa colocação de Thomas Souto Corrêa. Eu, modéstia às favas, assinaria. Para concluir, informo que nessa mesma edição da Revista ESPM, há mais informações sobre o rádio, e na página 32 encontra-se um dado estatístico importante, que compara percentualmente a evolução, de 1994 a 2004, de verbas publicitárias aplicadas em tipos de veículo. Lá está o rádio, campeão, com 32% de aumento, na frente da televisão e das revistas, empatadas com 27%. Tenho certeza de que se eu fosse fazer qualquer comentário sobre esses dados, ou sobre o depoimento acima, estaria chovendo no encharcado, não acham?
Despeço-me informando: quem quiser ter a revista em mãos, e não a encontrar, poderá compra-la telefonando para dona Lúcia, na ESPM, (11) 50854647.


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