Cidade verde

Publicado em: 21/09/2012

Rádio Cbn Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira

Milton – Bom dia, Ethevaldo. Como vai? – Bom dia, Milton; bom dia, ouvintes. Tudo ótimo. – Ethevaldo, sexta-feira é dia antecipar o futuro. Você prometeu falar hoje sobre o futuro das cidades sustentáveis, ecológicas e digitais. Ethevaldo – Vamos lá, Milton. Sabe, meu caro, estou preparando uma viagem ao Japão. – Para ver a final do campeonato mundial de clubes da Fifa? Ethevaldo – Não, Milton. Gostaria muito, mas minha viagem será em 2018, para ver o projeto da cidade sustentável de Fujisawa. Milton – Como será essa cidade? Ethevaldo – Será uma cidade inteiramente reconstruída, repensada em bases sustentáveis e ecológicas. Suas primeiras mil residências estarão prontas no trecho reurbanizado, do projeto denominado Fujisawa Sustainable Smart Town, nome que podemos traduzir por Cidade Inteligente Sustentável de Fujisawa. A partir de 2018, aquelas primeiras mil residências da nova Fujisawa já contarão com rede elétrica inteligente (smart power grid), energia solar e baterias em cada casa, iluminação pública inteiramente racional, estradas projetadas para bicicletas, pedestres e veículos elétricos. E muito mais. A meta mais ambiciosa de Fujisawa será a autossuficiência energética de cada casa e da própria cidade. Veja que sonho, Milton: em dez anos, ela deverá ser uma cidade sem poluição, sem congestionamento, quase sem emissão de gás carbônico. Milton – E quanto custarão essas primeiras mil casas com esse padrão? Ethevaldo – Cerca de US$ 800 milhões de dólares, Milton. Mas tudo isso será investido por oito empresas privadas, japonesas e internacionais, sob a supervisão da prefeitura de Fujisawa. Entre essas empresas responsáveis pelo investimento, estão a Panasonic, a Accenture, o Banco Sumitomo e o Grupo Mitsui. Milton – Há outras cidades sustentáveis no mundo? Ethevaldo – Há muitas. A mais parecida com Fujisawa é Skolkovo, cidade sustentável nas proximidades de Moscou. Acho que o Brasil deveria pensar num projeto dessa natureza, financiado basicamente por empresas privadas. O que você acha, Milton? Milton – Até segunda.

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