Com Glênio Reis

Publicado em: 21/05/2007

Pois o decano do rádio de Porto Alegre (aqui invadindo a seara do Ferraretto) vai de vento em popa. O acaso acontece freqüentemente na Internet.
Por Agilmar Machado

Um dia, como habitualmente faço, vejo um pedido num site da Argentina de que participo (trata-se de um veículo virtual com reconhecimento oficial e versa sobre tradições musicais e artísticas do nosso vizinho do Sul), uma mensagem meio “aportunholada” (existe isso?).
No foro de debates (chamado “mesa de café”) onde invariavelmente estou, li uma mensagem de Glênio Reis solicitando esclarecimento a uma dúvida sua…
A mensagem, com o acesso contínuo de outras, que se sucedem incessantemente, foi ficando para trás. Como cotidianamente faço, fui até a segunda página e lá estava a mensagem de Glênio ainda sem resposta.

Clara Nunes, canta acompanhada por Sivuca
e regional o xaxado Feira de Mangaio.

Como uso pseudônimo espanhol, respondi (em espanhol) à pergunta do nosso estimado homem de rádio.
Pensando ser eu um “porteñito”, agradeceu-me a gentileza da resposta, ao mesmo tempo em que alfinetou, sem dó nem piedade, a falta de receptividade dos demais da mesa.
Ao pé da resposta, deixei meu e-mail argentino como referência…
Dia seguinte, Glênio, com a lhaneza que lhe é toda peculiar, mandava-me um presente que está na “prateleira” de gratas recordações dos meus arquivos cibernéticos, por ter sido o primeiro de muitos que tenho dele: a saudosa Clara Nunes com o não menos saudoso sanfoneiro Sivuca dando um tremendo show (com direito a clip e tudo) do alegre xaxado, Feira de Mangaio.
E daí pra frente começou nosso diálogo, tendo eu me identificado devidamente para safar o querido Glênio do seu enrolado “portunhol” (quando narro isso lembro que conhecidos, nós encontramos a cada dia, em cada esquina da vida, mesmo nos escaninhos da internet; agora, AMIGOS de verdade, que se tornam aquelas companhias diárias de trocas de brindes artísticos, mensagens pessoais e sugestivas, aqueles AMIGOS dos quais sentimos falta quando não aparecem já pela manhã, isso é coisa muito rara e fabulosamente rica !).
E graças à gélida recepção que alguns “contertúlios” mostraram, ganhei a amizade perene e chegada de Glênio, cujo coração bate seu tic-tac para a emoção dos amigos há quase oitenta anos, sempre com a mesma firmeza dos dezoito.
Ouso confessar que na “escalera” de meus 72, invejo a personalidade, a competência, a disposição (dorme à 01h30 da madruga) do meu estimado Glênio Reis.
Esse patrimônio da Radio Gaúcha, em cujos microfones está todos os sábados, firme como uma rocha, por si só é uma HONROSA LEGENDA VIVA DO RÁDIO BRASILEIRO.
Quando comecei os contatos com Glênio, pensei que sabia muito de rádio: de pegada concluí que sou apenas um aprendiz no ramo, perto do majestoso exemplo de vida pessoal e profissional do MESTRE GLÊNIO.

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