Começa o Congresso da INTERCOM

Publicado em: 26/08/2007

De quarta-feira (29/02) a domingo (2/09) acontece em Santos o XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação através da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A Intercom é um fórum que aglutina pesquisadores, promove a troca de informações e estimula o fortalecimento das áreas relacionadas à pesquisa e ao ensino da comunicação. Cerca de cinco mil pessoas devem comparecer à cidade paulista, em evento que terá como sedes a Universidade Católica de Santos, a Universidade Santa Cecília e o Centro Universitário Monte Serrat.
No Núcleo de Pesquisa intitulado “Rádio e Mídia Sonora” as discussões irão se concentrar sobre rádio digital, com nove trabalhos inscritos; rádio na internet, que tem oito artigos no evento; e rádios comunitárias, com quatro textos confirmados.
Para que os amigos de Caros Ouvintes tenham uma noção da magnitude do Congresso da Intercom, segue a relação de títulos e resumos de alguns trabalhos selecionados para o encontro. Mais informações é só acessar: www.intercom.org.br/index.shtml
Rádio Digital
1 – O Rádio Digital: perspectivas para a regulamentação de um novo sistema
Juliano Maurício de Carvalho (Unesp), Octavio Penna Pieranti (EBAPE/FGV), Thais Soares Kronemberger (UFF)
Resumo: O rádio digital está em processo de discussão e implantação no Brasil. As novas tecnologias, ainda em fase de testes, podem trazer novos recursos à cadeia produtiva radiodifusora mas, por outro lado, podem cercear a possibilidade de expressão de emissoras de pequeno porte. A regulamentação do rádio digital deve estar inserida em uma revisão do marco regulatório da radiodifusão, no qual Estado, mercado e organizações da sociedade civil buscam a ordenação do setor e sua efetiva regulamentação. O presente artigo tem por objetivo apontar as perspectivas para a regulamentação do rádio digital no Brasil, com base na sua tradição histórica e na legislação vigente, tendo em vista os princípios defendidos pela Constituição Federal de 1988, que aponta o pluralismo como característica essencial das telecomunicações.
2 – A implantação do sistema de rádio digital em emissoras da cidade de São Paulo: análise das possíveis mudanças em relação ao conteúdo jornalístico
Guilherme Bastos Nobre (Mack)
Resumo: O trabalho apresenta o que está sendo feito sobre a mudança de conteúdo jornalístico radiofônico para a implantação do sistema digital de rádio em São Paulo. Foram contatados profissionais das Rádios Bandeirantes AM, BandNews FM, CBN São Paulo AM/FM, Jovem Pan AM e Eldorado AM. Também professores da disciplina radiojornalismo de faculdades de São Paulo, selecionados como público-ouvinte especializado. Há incompatibilidade das idéias entre os que dirigem e trabalham com o jornalismo nas emissoras e o público-ouvinte especializado. Nota-se falta de interesse de algumas empresas de comunicação quanto à mudança no conteúdo jornalístico para o rádio digital, por causa dos altos custos e também pouco acesso à discussão sobre como utilizar a tecnologia em benefício do jornalismo por parte dos professores.
3 – A implantação do sistema digital de rádio em São Paulo – capital e interior
Patricia Rangel Moreira Bezerra (RG), Magaly Parreira do Prado (FCL), Lenize Villaça (MACKENZIE), Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva (FEBASP), Gisele Sayeg Nunes Ferreira (UAM-SP), Luiz Antonio Veloso Siqueira (UNIMEP)
Resumo: Este trabalho busca acompanhar, descrever e analisar os testes de rádio digital do sistema I-BOC, realizados por emissoras da capital e do interior do Estado de São Paulo. Para tanto, pelo segundo ano consecutivo, um grupo de pesquisadores paulistas visitou e realizou entrevistas com responsáveis pelas Rádios CBN São Paulo, Eldorado AM, Bandeirantes AM, Record AM e Energia 97 FM – localizadas na grande São Paulo –, e Vox 90 FM de Americana, Rádio Clube AM de Ribeirão Preto, Orlândia Rádio Clube AM de Orlândia e, Rádio Franca do Imperador AM, da cidade de Franca. O objetivo é destacar os projetos, realizações, potencialidades, processos de implantação e expectativas quanto ao sistema digital, tanto em FM como em AM, de forma a traçar um amplo panorama da digitalização do rádio no Estado de São Paulo.
4 – A implantação do sistema digital de rádio em São Paulo – capital e interior
Patricia Rangel Moreira Bezerra (RG), Magaly Parreira do Prado (FCL), Lenize Villaça (MACKENZIE), Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva (FEBASP), Gisele Sayeg Nunes Ferreira (UAM-SP), Luiz Antonio Veloso Siqueira (UNIMEP)
Resumo: Este trabalho busca acompanhar, descrever e analisar os testes de rádio digital do sistema I-BOC, realizados por emissoras da capital e do interior do Estado de São Paulo. Para tanto, pelo segundo ano consecutivo, um grupo de pesquisadores paulistas visitou e realizou entrevistas com responsáveis pelas Rádios CBN São Paulo, Eldorado AM, Bandeirantes AM, Record AM e Energia 97 FM – localizadas na grande São Paulo –, e Vox 90 FM de Americana, Rádio Clube AM de Ribeirão Preto, Orlândia Rádio Clube AM de Orlândia e, Rádio Franca do Imperador AM, da cidade de Franca. O objetivo é destacar os projetos, realizações, potencialidades, processos de implantação e expectativas quanto ao sistema digital, tanto em FM como em AM, de forma a traçar um amplo panorama da digitalização do rádio no Estado de São Paulo.
5 – O futuro (distante?) do rádio digital em Curitiba
Claudia Irene de Quadros (UTP), Monica Panis Kaseker (PUCPR), Elisangela Ribas Godoy (UTP), Ana Maria Melech (UTP)
Resumo: O presente trabalho registra a situação de Curitiba na pré-implantação do rádio digital no Brasil.Emissoras em diversas regiões do País foram autorizadas a realizar testes com o sistema digital, algumas, inclusive, já apresentaram resultados parciais. No entanto, na capital paranaense, nenhuma emissora solicitou a autorização à Anatel. Radialistas e técnicos de Curitiba foram entrevistados para explicar os motivos e apresentar algumas perspectivas sobre o futuro do rádio digital.
6 – O rádio digital em Minas Gerais – um balanço do primeiro ano de testes
Nair Prata Moreira Martins (Uni-BH), Ângela de Moura (Uni-BH), Sônia Caldas Pessoa (NP), Waldiane Fialho (Uni-BH), Wanir Campelo (Uni-BH)
Resumo: Este trabalho é a segunda etapa de pesquisa iniciada em 2006, que realizou um levantamento acerca da implantação do rádio digital em Minas Gerais. Na presente investigação, foi feito um retorno às rádios Globo e Itatiaia, com o objetivo de verificar os avanços no processo. A Itatiaia informa que já realizou os testes com a transmissão digital enquanto a Globo, que já havia iniciado a digitalização, apresenta um balanço da situação até o momento.
7 – O rádio enfrenta o horizonte digital do século XXI (?)
Mágda Rodrigues da Cunha (PUCRS)
Resumo: O rádio atravessa muitos momentos da história do século XX tendo como norte o diálogo com os diferentes horizontes. Foram anúncios de desaparecimento e obsolescência, que perderam o sentido, no momento em que o rádio demonstra sua capacidade de adaptação aos diferentes contextos, por seu poder de mobilização do público. Durante tese de doutoramento, defendida em 2002, concluiu-se, tendo como base a Estética da Recepção, de Jauss, que para o rádio esta atualização está nas diferentes leituras a partir das apropriações que faz do código vigente, levando à modificação tecnológica e de conteúdo. Mas, a mídia que atravessou o século XX, está preparada para sobreviver ao século XXI? Conscientes de estarmos num século ainda jovem, baseamos este texto em um exercício para investigar a situação do rádio nesta primeira década que se desenha.
8-Reflexões sobre o Processo de Implantação do Rádio Digital no Brasil
Nelia Del Bianco (UnB)
Resumo: Reflexão sobre o processo de implantação do rádio digital no Brasil realizada a partir de relatórios de pesquisa desenvolvida por integrantes do NP de Rádio e Mídia Sonora que acompanham os testes realizados por emissoras com o padrão de transmissão americano IBOC. Da leitura dos relatórios, pôde-se apreender que um forte movimento de preservação tem sido a força motriz no processo de adoção da digitalização da transmissão. O paper aponta critérios que poderão balizar a escolha de um formato de transmissão que possa atender a diversidade do sistema de radiodifusão. Gratuidade, flexibilidade, adaptabilidade, integração e convergência são critérios apontados.
9 – Um Estudo Inicial da Cadeia de Valor do Rádio Digital Brasileiro
Antonio Francisco Magnoni (UNESP)
Resumo: O objetivo do texto é refletir, de modo preliminar, sobre a transição tecnológica das emissoras de rádio e as possíveis mudanças de estratégias de programação, de captação de recursos e formas de veiculação publicitária na programação das emissoras. O foco será a identificação dos novos elementos constituintes da cadeia de valor do rádio digital, a partir da análise das mudanças registradas no mercado da radiodifusão, em função da implantação do novo sistema tecnológico.
Rádio na Internet
1 – Rádio na Internet: Um espaço de Experimentação, Educação e Comunicação.
Paula Marques de Carvalho (FA7)
Resumo: O presente trabalho visa discutir as especificidades do novo meio resultante do diálogo Rádio/Internet abordando suas potencialidades e as possibilidades que surgem desta nova configuração. Mais acessível e interativo este meio “mediametamorfisado” abre espaço para veiculação de novas propostas, como a educação. Como um espaço para experimentação e/ou para dar visibilidade a projetos e trabalhos de alunos e professores, as universidades também buscam seu espaço na rede e fazem dela um campo de novas aplicações, linguagens e aprendizado.
2 – A Rádio Além da Rádio: as mudanças que a internet provocou
Daniela Carvalho Monteiro Ferreira (UNICAMP), José Eduardo Ribeiro Paiva (UNICAMP)
Resumo: A idéia sobre o assunto deste artigo surgiu como fruto da preocupação dos participantes do Núcleo de Pesquisa de Rádio e Mídia Sonora da Intercom 2006. Percebeu-se que a discussão central era sobre o futuro da rádio no Brasil, pois nos modelos tradicionais, a indústria radiofônica está enfrentando algumas crises e que os jovens de hoje não têm o hábito de acompanhar programas de rádio, principalmente os jornalísticos. Esse fato deixa o futuro deveras incerto para esse meio de comunicação, porém, acredita-se que o futuro está na conversão dos meios e o que é necessário é identificar as oportunidades apresentadas pelas tecnologias atuais, bem como a tendência de utilização destas. Acredita-se que este artigo contribua para a reflexão das possibilidades para o rádio, além do rádio.
3 – Possibilidades de convergência tecnológica: pistas para a compreensão do rádio e das formas do seu uso no século 21
Luiz Artur Ferraretto (Ulbra)
Resumo: Reflexão sobre as possibilidades de convergência entre a telefonia celular, a internet e a radiodifusão sonora, a partir de indícios verificados em emissoras comerciais no início do século 21. Considera-se, para tanto, que o rádio brasileiro está ingressando em sua fase pós-industrial, como indicam os dados disponíveis, caracterizada pela multiplicação, de modo nunca antes verificado, dos conteúdos oferecidos ao público e das formas em que se dá esta oferta. Identificam-se marcas deste momento da radiodifusão sonora em suas vertentes comercial, educativa e comunitária, podendo-se acrescentar a estas uma nova modalidade representada por uma produção quase personalizada difundida pela internet.
4 – Transmissão Sonora Digital: Modelos Radiofônicos e Não Radiofônicos na Comunicação Contemporânea
Marcello Santos de Medeiros (UFBA)
Resumo: O objetivo deste trabalho é apresentar o resultado da pesquisa de mestrado desenvolvida durante o biênio de 2005-2006 cujo principal objetivo foi mapear as diferentes formas transmissão sonora digital na comunicação contemporânea, buscando diferenciar aquelas que podem ser consdideradas transmissões radiofônicas, ou seja, uma rádio efetivamente, daquelas que são apenas corruptelas. Utilizando dois critérios: o fluxo de transmissão contínuo e a presença dos elementos radiofônicos, verificou-se, dentre os 13 fenômenos identificados, aqueles que preenchiam, obrigatoriamente, ambos os critérios, sendo, então, considerados modelos radiofônicos (rádio). Por outro lado, aqueles fenômenos que não preencheram um dos critérios determinantes foram considerados modelos não radiofônicos (corruptela). Ao final da pesquisa, obtivemos 06 modelos radiofônicos e 04 modelos não radiofônicos.
5 – O Núcleo de Jornalismo da Web-Rádio “Unesp Virtual”
Alberto Silva Cerri (UNESP)
Resumo: O Núcleo de Jornalismo da web-rádio “Unesp Virtual” conta com cerca de 40 alunos, entre repórteres, editores e locutores, que são responsáveis por toda a produção jornalística da “emissora”, desde a pauta até a locução dos programas. Além do aprendizado proporcionado pelas questões práticas, o participante do projeto aprende as técnicas de radiojornalismo convencionais e ajuda a desenvolver as especificidades de linguagem em rádios virtuais. A “Unesp Virtual” é um laboratório digital do Departamento de Comunicação da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) para ensino-aprendizado, pesquisa em linguagem, gêneros e formatos radiofônicos e de extensão universitária.
6 – Programa “Fazer Ciência”, a divulgação científica na web-rádio Unesp Virtual.
Ana Carolina Almeida Ferreira (Unesp), Andressa Torresilha Borzilo (Unesp)
Resumo: O Fazer Ciência é um programa de divulgação científica veiculado pela web-rádio Unesp Virtual, formada por alunos dos cursos de rádio e TV e jornalismo da Unesp Bauru. O programa é responsável por informar aos ouvintes, quinzenalmente, as descobertas das comunidades científicas nacionais e internacionais, universitárias ou não. Por ser veiculado em uma web-rádio, o “Fazer Ciência” tem características peculiares, como por exemplo, a linguagem utilizada, que deve mesclar a linguagem radiofônica, de web e de divulgação científica. Além disso, o programa é uma ferramenta a mais no aprendizado dos alunos de Jornalismo da Unesp/ Bauru, proporcionando o exercício de entrevista e texto para radiojornalismo e jornalismo científico e dando a eles a oportunidade de conhecer a prática de obedecer a um dead-line de um programa radiofônico ao vivo.
7 – Rádio de fronteira na web: um espaço para as práticas culturais
Vera Lúcia Spacil Raddatz (UFRGS)
Resumo: O rádio FM de fronteira está acompanhando o fluxo das transformações proporcionadas pelas novas tecnologias. Hoje somos cidadãos do mundo e já não temos uma identidade, mas identidades. Ao ingressar na web, o rádio não só ampliou sua audiência como reafirmou seu papel de difundir as representações das práticas culturais da região da fronteira no espaço virtual. Este trabalho dialoga com a temática a partir de observações da programação de duas emissoras FM situadas em Santana do Livramento-Rivera (Fronteira Sul Brasil-Uruguai) e Ponta Porã-Pedro Juan Caballero (Fronteira Centro Oeste Brasil-Paraguai.
8 – O ensino do Radiojornalismo na universidade: o caso RadioFam
Luciano Klöckner (PUCRS), João Brito de Almeida (PUCRS)
Resumo: Resumo: Prestes a completar 10 anos em 2007 como uma das radiowebs universitárias pioneiras no País, a RadioFam, freqüência digital dos alunos da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS do Rio Grande do Sul na Internet, realiza um trabalho, a partir da união das características do Rádio e da Internet, com vistas ao desenvolvimento de uma programação específica para o meio. O presente artigo recorda partes da história do veículo Rádio, busca estabelecer alguns prognósticos na área, considerando a tecnologia, a concorrência e a audiência, os conteúdos e o novo perfil de profissional, e procura contribuir para a reflexão do ensino do Radiojornalismo na universidade.
Rádio Comunitária
1 – Estudo da Programação da Rádio Comunitária Dinâmica FM de Londrina
Ana Carolina Negro Favarão (UEL)
Resumo: Esse artigo é uma versão simplificada do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado junto ao curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da Universidade Estadual de Londrina, que teve como objetivo, a partir de uma análise de conteúdo e dos conceitos de gêneros radiofônicos, realizar o estudo da programação da Rádio Comunitária Dinâmica FM de Londrina. Os dados foram analisados com base nos referenciais teóricos da comunicação comunitária e na legislação sobre rádio comunitária. Tem-se, portanto, como resultado da pesquisa a delimitação do perfil da programação que reflete a maneira como ela é constituída. Essa pesquisa contribuiu para proporcionar questionamentos quanto à identidade da rádio comunitária, as limitações imposta a ela e, ao final, apresentar proposições para tornar a comunicação do veículo com a comunidade mais eficaz.
2 – Rádio comunitária como espaço de exercício de cidadania para juventude
Maria Fernanda de França Pereira (UFJF)
Resumo: Este trabalho aborda a importância das rádios comunitárias como espaço para o exercício da cidadania entre os jovens. Primeiramente é feito um recorte sobre a atual situação da juventude brasileira A partir dessa contextualização é feito uma reflexão sobre o tratamento que a mídia oferece aos jovens, como se configura a representação e identificação desses adolescentes e também de que forma a comunicação no Brasil está contribuindo para exclusão social. Em um segundo momento, as rádios comunitárias são apresentadas como meio de democratizar a comunicação e como espaço para exercício da cidadania. Diante da exclusão midiática, iniciativas como a da Rádio Comunitária Mega FM, do Educom.rádio e do movimento social Centro das Mulheres do Cabo são apresentadas como alternativa de inclusão social, de participação no processo comunicacional e de educação crítica do meios para os jovens.
3 – A construção da cidadania rural pelas rádios comunitárias do Sertão do Nordeste brasileiro – o caso da FM Comunitária Terceiro Milênio – em Dom Expedito Lopes (PI)
Orlando Maurício de Carvalho Berti (URSA)
Resumo: Como a comunicação comunitária promove cidadania? Como a comunicação radiofônica comunitária instiga o desenvolvimento entre as populações das zonas urbanas e rurais, notadamente em relação aos moradores do campo? Como ocorre a promoção de cidadania dos moradores da zona rural através das rádios comunitárias do Sertão do Nordeste brasileiro? São estas questões que balizam o trabalho, que é um estudo sobre a comunicação comunitária cidadã promovida pela FM Comunitária Terceiro Milênio, em Dom Expedito Lopes, Sertão do Piauí. Essa emissora é a única forma da população local ser representada e ter seus ideiais locais difundidos. Procura-se mostrar como o homem do campo é contemplado e como ocorrem os processos, via programação dessa emissora, para a busca da cidadania, via ondas de rádio.
4 – Rádios Comunitárias, Hip Hop e um Coletivo de Artes Plásticas no Rio de Janeiro: Trabalho Imaterial, Cultura de Resistência.
Mauro José Sá Rego Costa (UERJ)
Resumo: Tomamos a noção de “trabalho imaterial” de Negri & Hardt como base para pensar formas culturais de resistência, “potencialmente comunistas”, como colocam Negri & Hardt. Tratamos de exemplos destas maneiras de organização do trabalho imaterial de resistência: as Rádios Comunitárias, os grupos de Hip Hop e um Coletivo de Artistas Plásticos do Rio de Janeiro – o Imaginário Periférico -. E definimos, com Felix Guattari, o movimento de Rádios Livres e Comunitárias, retomando sua força política de resistência, por exemplo, com a recente invasão da Rádio São Roque, de Faxinal do Soturno, no RGS, pela Abraço RGS, como linha de frente desta cultura de resistência.


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