Comunicação na Era da Tecnologia

Publicado em: 30/11/2010

Mauro Fiuza*

Muito apropriadamente o século em que vivemos foi cognominado “da tecnologia”, graças às grandes conquistas na área das comunicações. A partir das brincadeiras de se falar e ouvir com as latinhas ligadas por barbante, até o atual uso do “wireless”, nunca a humanidade avançou tanto em termos de comunicação de máquinas, em diminuto prazo de tempo.  E, ironicamente, na prodigiosa velocidade das conquistas existe uma velocidade maior ainda na obsolescência dos equipamentos. O Mundo ficou do tamanho de um “microchip”. Como se insere neste cenário o ser humano? No tocante ao manuseio das novas tecnologias, evoluiu também, mas, sob o prisma da comunicação interpessoal, não se pode afirmar o mesmo.

A pressa para compensar a escassez do tempo, as cobranças de resultados, o ter rápido e tudo o mais do cotidiano material de cada pessoa, vão levando o homem a regredir na forma de bem se comunicar, por mais paradoxal que isto pareça. E se as pessoas estão neste processo, por extensão, as empresas, os órgãos públicos, as entidades classistas, etc., apresentam rachaduras cada vez maiores, tanto em termos internos quanto externos, no tocante às suas ações de comunicação social.

O sucesso do empreendimento industrial ou de prestação de serviços leva o empresário a buscar a maximização de seus lucros, com a conseqüente minimização de seus custos, conforme consagra a teoria econômica. No entanto, aquilo que é viável no papel necessita da competência dos executores para o êxito operacional. Em outra análise, o entrosamento da equipe é essencial para que se atinjam as metas produtivas estabelecidas. Um clássico exemplo vem da prática do esporte coletivo. No futebol e outros, o técnico tem que se comunicar verbalmente com os seus atletas para explicar, o mais claramente possível, as táticas que levarão à vitória. Todos os envolvidos participam das atividades, com profundo relacionamento pessoal.

Os empregados estão cientes dos objetivos e metas empresariais? Como colher deles sugestões?  Existem reuniões motivadoras? Por outro lado, como anda o relacionamento com o mercado? E com os fornecedores? E com a comunidade onde funciona a sede da empresa?
Urge, pois, que as entidades, privadas ou públicas, se organizem estruturalmente para racionalizar o uso do insumo mais importante na atividade produtiva: a comunicação humana. (Publicado originalmente na revista Líder Capital da Associaação Comercial e Industrial de Florianópolis. Edição de outubro de 2010)

*Economista, professor univesitário, jornalista e palestrante

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