Confissões inesperadas

Publicado em: 05/04/2008

Se eu escrever terei que contar que ainda estudante e trabalhando para Paraná no Bolso fui assistir na Rádio Marumby ao programa de auditório apresentado por um jovem que havia chegado do Rio Grande do Sul e chamado Antunes Severo.
Por Altair Carlos Pimpão

 Ele fez uma pergunta e quem acertasse ganharia um prêmio, que não recordo mais o que era, até porque nunca o recebi. A pergunta era sobre quem havia introduzido a plantação de café no Brasil. Respondi que o autor da proeza foi o Sargento Palheta.
Quem organizou o concurso imaginou que os curitibocas jamais saberiam. E eu sabia, pois lera a história do homem que foi à Guiana Francesa fez amizade com o governador e sua esposa e através desta conseguiu umas mudinhas da planta, que era monopólio francês, tal qual a borracha foi monopólio brasileiro (e os ingleses vieram com um navio, deram um porre nos policiais e conseguiram levar seringueiras para Londres, onde foram aclimatadas e mais tarde levadas para aquele país cuja capital é Merdeca).
Na verdade Malásia, que era colônia britânica. Se você remexer o baú de suas recordações é capaz de lembrar dessa passagem. Aí, quando fiz teste para locutor, com o Bira Lustosa, você já estava em Florianópolis, na Diário da Manhã. Mas trabalhei com o Dácio Leonel, com o Maurício Fruet e outras grandes figuras do rádio paranaense.
Mais tarde ouvia você lá no norte do Paraná, onde a colônia catarinense era imensa e a Diário da Manhã talvez a emissora mais ouvida. No meu tempo de Rádio Emissora Paranaense trabalhei com todo aquele pessoal que fazia rádio-teatro na PRB-2 e que o Nagib Ched mandou contratar, fez uma novela e mandou todo mundo embora.
Mas, com o patrocínio das Casas Pernambucanas, fizemos um casamento caipira na Praça Tiradentes. Como eu era alto e magro fui o noivo. A noiva foi a Teide Marques, aquela paraguaia baixinha que mais tarde foi para a Rádio Guarujá. O delegado foi o nosso amigo Ari Fontoura e assim por diante.
Na Rádio Tingüi fui colega dos turcos Getúlio Cury e do Jorge Nasser. Na Cultura trabalhei com o Homero Camargo de Oliveira, que também foi meu diretor na Tingüi e na Cultura Norte do Paraná. Bons tempos aqueles em que a Casa do Estudante era na Avenida João Pessoa e a turma ia tomar banho de madrugada no repuxo da Praça Osório.
Na B-2 Artur de Souza e Lóris de Souza, na Guairacá o Leoremar Martins Rebelado, Cláudio Todisco, Humberto Lavalle e a Orquestra do Genésio. Grande parte desta gente já está descansando em paz. Mas ajudaram a escrevera história das comunicações.


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