Descontração demais…

Publicado em: 17/02/2012

Os primeiros telejornais seguiam o mesmo esquema de apresentação do mais famoso noticiário do rádio: O Repórter Esso. Apresentado pelo famoso locutor Heron Domingues, o Repórter Esso foi para a televisão e manteve o mesmo padrão de apresentação. Heron lia as notícias na frente das câmeras como fazia na frente do microfone na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Alguns anos mais tarde foi iniciado o período de descontração dos apresentadores de telejornais. A mulher ganhou seu espaço, incorporando simpatia e charme.

Os jornais ficaram mais leves com textos mais coloquiais. O Jornal de Verdade na Globo e o Show de Jornal na TV Iguaçu de Curitiba avançaram muito nessa onda de “muito a vontade na frente das câmeras”. Peguei as duas fases na telinha. O início da TV Paranaense foi marcado por telejornais em que o apresentador lia um texto na frente da câmera sem nenhuma ilustração. Era o locutor e a câmera, ao vivo. Não podia errar. Mas, errava-se.

Na década de 1970 na TV Iguaçu com a entrada no ar do Show de Jornal, os apresentadores ficaram mais a vontade. Os redatores produziam um jornal muito parecido com uma peça de teatro ensejado aos apresentadores diálogos curtos e comentários críticos, e algumas pitadas de bom humor. Foi um sucesso. Desde então muitas emissoras continuam perseguindo essa descontração diante das câmeras durante as apresentações de telejornais.

No Jornal Nacional inventaram uma olhadinha do apresentador para a companheira de bancada e vice-versa com objetivo de demonstrar descontração. Ridículo, como é ridículo ficar em conversinhas que não interessa ao telespectador. O exagero está chamando a atenção daqueles que preferem um noticiário com bom texto, bem informativo com leves toques de humor e descontração.

Não é o que se vê por ai. Os longos bate-papos entre apresentadores deixam o telespectador com a sensação de que foi marginalizado no processo.

Conversam entre eles, dão risadinhas estranhas, fazem piadinhas sem graça e fora do contexto. Está na hora de fazer consultas para encontrar o ponto certo e evitar o ridículo.

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