Do blog do Boni: TV aberta mais forte do que nunca*

Publicado em: 12/02/2009

A semana passada a TV americana mostrou que a televisão aberta está mais forte do que nunca e que estão totalmente erradas as polianas que aceitam a queda de audiência como uma coisa dos tempos, irreversível.

Que pobreza. Na verdade o que importa é o conteúdo. Quando um assunto é bom, um texto é bom, um espetáculo é bom e um evento interessa. A resposta é surpreendente.

A televisão, com som e imagens, colocados imediatamente no ar, é um veiculo imbatível. O pouso do comandante Sullenberg, no Rio Hudson, quase transmitido ao vivo pela televisão, tornou o “Sully”, em cinco minutos, um herói nacional.

Corri para Internet a procura de vídeos caseiros e mais detalhes. Eu adoro a Internet, mas lá só havia vídeos que a televisão já havia exibido. Soberana, a televisão aberta liquidou todos os outros veiculos.

À noite David Letterman, que é gravado no mesmo dia, deitou e rolou. Lançou o “Sullen-BURG” um sanduiche de patos voadores – como os que supostamente entraram na turbina do avião – por 99 cents com direito a um cópo de agua do Hudson, de graça. Claro, a piada valia porque ninguém morreu. O fato é que, nos bares e restaurantes, o comentário era obrigatório. E todo mundo dizia, vi na ABC, na CBS, na NBC. Ninguém falava em cabo ou Internet. Parecia que todo pais inteiro estava ligado na TV

Durante a semana também o Presidente Obama deu entrevista diretamente para cada um dos canais. Não convocou rede. Fez um “tete-a-tete “com cada um dos apresentadores, separadamente, dispensando uma coletiva e falando de igual para igual com os âncoras do jornalismo.

Comentário geral. FICOU POR AI? Que nada, no domingo a televisão americana bateu seu recorde de audiência com 42% de aparelhos ligados em um só canal para assistir o “Super Bowl”. Lá, com as audiencias divididas entre quatro canais, esse numero é fantástico. São cem milhões de espectadores. A cidade de Nova Iorque estava vazia. Estava todo mundo vendo TV. O frio ajuda? Ajuda. As pessoas poderiam estar fazendo outras coisas. Mas estavam na TV.

Na mesma semana o American Idol e o CSI atingiram numeros compatíveis com as melhores audiências na história da TV americana. E olha que lá tem 90% de cabo, uma brutalidade de Internet e um cinema em cada esquina.

As carpideiras de plantão, que choram a morte dos gloriosos dias da tv brasileira, deviam jogar no lixo seus lenços velhos e seus mantos negros, entendendo que não é o veiculo que está em crise, mas sim o uso que se faz dele.

* bloglog.globo.com/boni

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