Do cata-vento ao rádio digital 10

Publicado em: 16/12/2007

Sim, a cidade de Três Corações era mais do que A Escola de Sargentos das Armas e a Vitamina do seu Antoninho pai da Nazaré. Era também a sede da Rádio Clube, fundada em 1947, quando Pelé era ainda um menino de sete anos de idade.
O impacto dos primeiros contatos com a cidade e a vida militar entra logo no campo da rotina e passa a fazer parte de uma trilha que leva aos poucos a novas emoções. Mesmo assim, um acontecimento imprevisto chega em forma de desafio instigante.

O primeiro sobressalto para o aluno recém-chegado vem com a notícia de que a Engenharia como os outros cursos da ESA – Artilharia, Cavalaria e Infantaria – deveria eleger o presidente do Grêmio dos seus Alunos. E mais, que nas primeiras sondagens o nosso personagem havia sido indicado para concorrer.

Em uma semana o Menino do Itapevi, o Cabo 518 como era conhecido, estava eleito e empossado no cargo de presidente do Grêmio dos Alunos da Engenharia.

Mal a poeira sentou, vem a informação de que “como de praxe” deveria ser eleito o presidente do Grêmio da Escola incluindo a representação de todos os alunos. Com menos de um mês de curso e convivência na escola o corpo de alunos elege o Cabo 518 para “representar os interesses dos alunos junto ao Comando da ESA e responder pelas relações com a cidade de Três Corações”.

Uma das primeiras ações do novo presidente foi intermediar uma negociação com o seu Antoninho para facilitar o fluxo do atendimento aos alunos no estreito horário de quarenta minutos. Pois os outros vinte minutos da folga eram gastos no trajeto de ida e volta entre a Escola o Centro.
A proposta para simplificar a operação foi ousada e inovadora. Os preços das vitaminas e salgadinhos seriam afixados em cartazes bem visíveis na parede do fundo da loja e os alunos depois de concluírem seu lanche iriam eles próprios anotar o valor da compra nos cadernos pendurados nas portas de entrada.

Com isso, o seu Antoninho ficava livre para ajudar no serviço de preparação das vitaminas com um ganho de 30% na velocidade de atendimento. E assim, passou-se da média de 200 atendimentos por período para aproximadamente 260 o que melhorava o índice de clientes atendidos e consequentemente a receita do seu Antoninho.

A esta altura, você caro leitor, tem todo o direito de perguntar: Quem garante que algum aluno não poderia “esquecer” de anotar sua despesa? Quem fazia o controle?

Perguntado o Menino do Itapevi responde com simplicidade e entusiasmo. “A Vitamina do seu Antoninho é um oásis, uma fonte de alimentação saudável e saborosa que no rancho da Escola não tem. Então, cada aluno é o seu fiscal e o fiscal do seu colega”.

E conclui: “Há, também, o fato concreto de que todas as noites o seu Antoninho conta as vitaminas e salgadinhos servidos e compara com as anotações da clientela”.

No próximo boletim, que vai ser dia 7 de janeiro, o Menino do Itapevi volta ao rádio e conhece Nazaré, a filha do seu Antoninho.
 


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