Documentário sobre fotógrafo brusquense Érico Zendron

Publicado em: 24/08/2020

O documentário A Memória da Cidade, dirigido pelo cineasta Sérgio Azevedo, voltou a ser exibido pelo canal nacional Prime Box Brazil. Lançada em 2017, a obra traz um pouco da história de Brusque, com imagens do fotógrafo e empresário Erico Zendron.

A proposta é uma viagem até o cotidiano da cidade na década de 40, com uma reflexão sobre os motivos das coisas estarem do jeito que estão hoje, na perspectiva de Zendron.

Para Azevedo, o principal impacto da obra foi registrar a história da cidade. Além disso, também divulgar o nome de Brusque no Brasil inteiro com a exibição do canal nacional. “Ainda não foi criado o hábito de que pode ser feito cinema em Brusque, então é mais um momento importante para mostrar que é possível”, defende.

Segundo ele, a experiência foi bastante autoral, pois tanto ele quanto toda família são de Brusque. “Então eu ficava vendo as fotos imaginando se os meus avós estariam lá, eles poderiam estar no meio das pessoas que ele fotografava”, relata.

Conforme o diretor, muitas fotos de Zendron eram de jogos do Clube Esportivo Paysandu, time que o avô dele era torcedor fanático, e do Clube Atlético Carlos Renaux, com fotos de arquibancada. “Um daqueles homens poderia ser o meu avô. Foi um reencontro com a minha identidade, minha história”, explica.

“Foi o encontro de duas gerações, em busca de reconhecer a identidade, a memória e o passado da cidade”, conta.

Na época da gravação do documentário, o fotógrafo tinha 89. “Trabalhar com o seu Erico foi sensacional, me senti um amigo dele. No início ele ficou meio desconfiado, e aos poucos ele foi se soltando e conseguimos construir uma relação de quase avô”.

A produção de 20 minutos foi realizada em 2017 pela Café Preto Filmes. O projeto foi viabilizado com recurso do Fundo Municipal de Apoio à Cultura, do qual recebeu R$ 14,5 mil.

“A gente produziu com equipe local, quase todos brusquenses, somente uma pessoa que veio de Florianópolis”, conta Azevedo. Para ele, um dos motivos de fazer o documentário foi proporcionar experiência para jovens profissionais e estudantes da área.

(O Município, 03/07/2019)

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