DOS 5.400 MUNICÍPIOS BRASILEIROS SOMENTE 400 TÊM CAPACIDADE PARA BANDA LARGA

Publicado em: 07/11/2006

Mergulhado em projetos para sua Pasta, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, se mostra otimista quanto à possibilidade de continuar no cargo. Enquanto espera a definição, Costa continua tocando ambiciosos projetos como a inclusão digital, que levaria internet banda larga a praticamente todos os municípios brasileiros e planeja o futuro. Uma das prioridades de sua Pasta é destravar a utilização do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, que foi criado em 2000, mas nunca usado por conta de filigranas jurídicas.
Da Redação

ISTOÉ
O Senhor acha que vai continuar no governo?

Hélio Costa
Minha impressão é que sim. Não tenho recebido outra indicação que não essa. Evidente que coloco sempre meu cargo à disposição porque o presidente tem liberdade para montar sua equipe no segundo mandato. Enquanto não é tomada essa decisão, nós não paramos, continuamos a trabalhar para mostrar que temos projetos importantes pela frente. Um deles é o de inclusão digital, para fazer chegar a internet de alta velocidade a praticamente todos os municípios brasileiros.
ISTOÉ
Como é o projeto de inclusão digital?

Costa
Hoje, dos 5.400 municípios brasileiros, somente 400 têm capacidade para banda larga. Pelo projeto que nós apresentamos para o presidente, em seu segundo mandato vamos estender essa capacitação de internet banda larga a 2.700 municípios. Com isso, vamos cobrir 85% da população brasileira. O foco principal desses recursos é educação, cultura, comunidade.
ISTOÉ
O projeto já está sendo tocado?

Costa
Temos dois projetos pilotos em andamento. Um em Tiradentes, cidade histórica de Minas Gerais, aonde quem chegar hoje poderá botar o seu laptop no joelho e ligá-lo em banda larga sem fio. Temos, também, em Belo Horizonte um sistema fechado que atende as escolas públicas. Até julho do ano que vem teremos 100 escolas, 250 associações comunitárias e todos os postos de serviço, como postos de saúde, delegacia de polícia. Em três anos, deveremos investir nesse projeto R$ 1 bilhão.
ISTOÉ
Há um manancial de recursos no Fust. Por que esse dinheiro não tem sido usado?

Costa
A lei do Fust é mais moderna que a Lei Geral de Telecomunicações. Uma não é compatível com a outra. Planejamos o uso de internet e banda larga, mas, infelizmente, a Lei Geral não comporta a utilização dos recursos do Fust para as novas ferramentas de informática; só pode ser usado em determinados projetos de telefonia fixa. Isso dificulta muito a utilização dos recursos. Vendo que no passado os outros ministros, desde o governo FH, tiveram essa dificuldade e esbarravam sempre numa série de problemas identificados pelo TCU, começamos a trabalhar junto ao Tribunal para saber como proceder. O TCU fez uma série de sugestões e elaboramos oito projetos, que encaminhei ao presidente da República.
ISTOÉ
Qual o foco principal desses projetos?

Costa
Atender ao problema mais sério que nós temos, que é o da telefonia fixa em 100 mil escolas brasileiras. Temos na zona urbana brasileira 70 mil escolas e na zona rural 30 mil escolas que não têm telefone.
ISTOÉ
E quanto à telefonia popular?

Costa
Daremos os primeiros passos na universalização da telefonia. Vamos às comunidades onde as pessoas não têm condições de comprar a assinatura básica, e em serviços públicos ou em casos excepcionais vamos subvencionar a assinatura.


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