DÚVIDAS

Publicado em: 29/01/2007

Gilbertinho, ex-operador de som numa emissora de Curitiba, hoje aposentado (e mal pago) acompanha a vida do país pelo noticiário de rádio. Vez por outra dá uma olhada na telinha, mas jura que ainda prefere o velho e eficiente rádio. De tanto ouvir rádio acabou como a maioria dos profissionais da área – radialistas e jornalistas – que são considerados, pessoas que sabem quase nada de quase tudo.
Por Jamur Júnior

Uma coisa que Gilbertinho não entende é a aplicação da Justiça no Brasil. Diz ele que nos últimos dias tem “quebrado a cabeça” para entender algumas situações que ganharam espaço no noticiário. Uma, envolve Vilma Martins, a mulher que roubou uma criança e criou como seu filho até os 16 anos quando tudo foi descoberto. Vilma cometeu um crime, foi condenada e esta presa. Após vários anos na prisão, seu advogado entrou com um pedido de indulto humanitário que foi negado pelo juiz. Vilma vai continuar presa.
Outra situação envolve o jornalista, Pimenta Neves. Este matou a namorada, confessou o crime, foi julgado e condenado. Continua solto.
Em São Paulo, uma empregada doméstica foi condenada a quatro anos de prisão por ter roubado 200 gramas de manteiga. 
Políticos que roubaram milhões continuam soltos.
Para o cidadão comum, é muito difícil entender essas situações. Manda o bom senso, que não se julgue precipitadamente atos exarados por juizes e ministros, sem um estudo aprofundado a respeito dessas decisões. E mesmo assim, é prudente levar em conta que, decisão da Justiça, é para ser cumprida. O que esta faltando, talvez, é um pouco mais de esclarecimento ao cidadão sobre as nuanças da Justiça, que os advogados conhecem tão bem, mas que ao brasileiro de poucas letras jurídicas, deixam a impressão de que atos e fatos são julgados com  pesos e medidas diferentes.


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