E assim a Ilha foi ficando pequena pra tanta gente

Publicado em: 15/07/2007

Vocês estimulam a recordação, com que somos capazes de reviver uma ilha coberta de razão, aquela que já nos anos 1970 achávamos que mergulhava na neurose em função do engarrafamento da rua Felipe Schmidt, causado pelo curto acesso da saída pela ponte Hercílio Luz.
Por Laudelino Sardá

Até que em 1972 inaugurou-se uma ponte de concreto, que em 10 anos tornou-se insuficiente. E assim a Ilha foi ficando pequena para tanta gente. O nosso verde cede espaço à invasão, estimulada pela moeda verde. Não tínhamos razão. Não havia neurose. Quem sabe preocupação com o que se previa; a destruição, o descontrole.
Saudade do rádio, meus amigos Antunes e Ricardo. Sim. No duelo entre UDN e PSD, havia dois grandes auditórios de rádio. Eu, de calça curta. curtia os shows, empolgando-me com os apresentadores e artistas.
Mas, falando do rádio dos anos 1960 e 1970, gostaria de ler sobre Cyro Barreto e Lauro Soncini. Esses dois têm muitas histórias e estórias.
Quem sabe Cyro lembre a comédia de Lauro, que adentrou o estúdio (quando ele, Cyro, lia o noticiário do meio dia) e pregou uma peça impublicável, que levou Cyro a gritar palavreados diante dos microfones abertos. Esta estória precisa constar em livro.
Caro Sardá: de fato a ilha está sendo sufocada e só os desmemoriados, néscios ou inimigos do bem comum parece não perceberem. A esperança que nos resta é que essa “sacudida” provocada pela operação Moeda Verde efetivamente seja levada às últimas conseqüências. O que infelizmente, não será nada fácil pois “as pessoas traficam, roubam e depois contratam advogados e saem ilesas” como disseram Alcantaro Corrêa presidente da FIESC e Roque Pelizzaro Júnior presidente da Federação das CDLs de SC (DC, 14/07/2007. P. 4). Pena que permaneça sem resposta a pergunta de Cláudio Abramo, diretor executivo do Transparência Brasil, na mesma matéria assinada pela Laura Coutinho: “O que aumentou sim foram as ações da PF. Mas a pergunta é: o que acontece depois dessas ações?”. Quanto ao Cyro e o Lauro, a gente fala depois. AS

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