Ebap reúne lideranças da publicidade

Publicado em: 05/05/2005

Poucas vezes um número tão expressivo de lideranças do mercado publicitário esteve reunido para debater as questões mais expressivas da atividade. O 4º Ebap – Encontro Brasileiro de Agências de Publicidade conseguiu esse marco ao reunir mais de duas centenas de dirigentes de agências e veículos em Brasília, em um evento que começou hoje, dia 3 de maio, e vai até o dia 5.
Rafael Sampaio, de BrasíliaFaltaram apenas os anunciantes, que, com exceção do presidente da ABA, Orlando Lopes, não foram convidados para os debates. Mesmo assim, Orlando e os demais dirigentes de entidades que não Abap e Fenapro e os líderes de agências ligados ao Cenp e Conar tiveram seus convites limitados ao dia de abertura.

Mas o primeiro painel do Ebap, a partir da palestra inicial de Roberto Civita, do Grupo Abril, já revelou que a discussão não será fácil e talvez teria sido mais produtiva se fosse mais ampla.

Para começar, ninguém embarcou na proposta de Dalton Pastore, presidente da Abap, de considerar os anunciantes como “não-integrantes” da atividade publicitária. Nem Civita, nem os outros painelistas, como Octávio Florisbal (Rede Globo), Nelson Sirotsky (RBS e ANJ), Carlos Augusto Montenegro (Ibope) e Álvaro Teixeira da Costa (Diários Associados).

Todos escaparam da análise específica do ponto e preferiram incorporar os anunciantes ao universo da propaganda e da comunicação.

Da mesma forma, outra proposta de Dalton, a de considerar as demais disciplinas de comunicação como “concorrentes” da propaganda, não contou com um coro afinado.

Em sua palestra de abertura, ao contrário, Civita considerou o surgimento de novas disciplinas como um fato inevitável e insistiu que a propaganda deve se equipar e mudar suas práticas justamente para não perder seu espaço nas verbas dos anunciantes.

Civita também se colocou na vanguarda do debate sobre o futuro, ao dizer que não devemos viver nem do passado nem de ilusões, mas sim nos prepararmos para nos adaptarmos às forças do mercado de forma darwiniana, pois quem souber mudar não apenas sobreviverá, mas terá condições de dominar o mercado do amanhã.

Octavio Florisbal, ao contrário, situou-se em uma posição bastante conservadora e fez sua costumeira ladainha contra os bureaus e todas as formas de gestão não ortodoxa das verbas de mídia, insistindo que podem até mesmo ser debatidas alterações, desde que em torno do modelo tradicional de agência.

De comum entre as posições de Civita, Florisbal e outros painelistas houve a defesa de uma união maior do mercado publicitário – de preferência com os anunciantes – para assegurar mecanismos de auto-regulação, setoriais e gerais; fazer o negócio crescer, considerando as enormes perspectivas do mercado nacional; e assegurar a maior longevidade possível ao “modelo brasileiro de propaganda”, desde que ele seja capaz de se adequar à necessidade de gerar mais resultados para os clientes e rentabilidade aos veículos, agências e fornecedores.


{moscomment}

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *