Educação 2030

Publicado em: 12/04/2013

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira

Milton – Ethevaldo, hoje é sexta-feira, dia de falarmos sobre o futuro. Você prometeu falar sobre a revolução educacional de 2030.

Ethevaldo – Vamos lá, Milton. A Finlândia, a Suécia, a Coreia do Sul e alguns outros países buscam combinar todas as vantagens proporcionadas pela tecnologia com uma visão mais humanizada da educação. E pensam a longo prazo, preparando um projeto educacional com base no acesso mais amplo possível à informação e ao conhecimento, seja em casa seja na rua, no trabalho, na cidade ou no campo. E a qualquer hora, como poderá ocorrer nesses países por volta de 2030.

Milton – E como será essa nova educação em 2030?

Ethevaldo – É provável que ela se torne muito mais abrangente, diversificada e menos formal do que hoje. Na visão desses novos educadores, o mundo do século 21 precisa resgatar o papel da família na educação. Os pais deverão, portanto, dar muito mais atenção a esse dever tão esquecido até hoje. O papel da educação no lar deverá tornar-se muito mais importante do que o da escola no primeiro grau. Aliás, em muitos países milhares de pais já reivindicam o direito de educar os filhos no lar. Eles querem ser responsáveis pelas primeiras etapas da educação, pelo ensino da ética e da orientação vocacional de seus filhos.

Milton – Essa educação no lar não impede que os garotos possam conviver com outras crianças, de diferentes classes sociais?

Ethevaldo – Esse convívio é parte do processo educacional, Milton. Por isso, o projeto prevê que as crianças possam conviver com o máximo de outras crianças, não apenas na escola pública, mas também em centros culturais e esportivos, que complementam a educação em família em seu próprio bairro, com vizinhos.

Milton – Esse sistema não lhe parece muito elitista?

Ethevaldo – Talvez seja, Milton. Mas seus defensores dizem que ensino de qualidade não é elitismo, mas um direito que deve ser estendido a todas as crianças no futuro. Hoje vivemos o oposto: a queda de qualidade da educação, com nivelamento por baixo, com a decadência da escola formal, em especial no primeiro grau.

Milton – E qual será o papel da tecnologia na educação de 2030?

Ethevaldo –ng> Esse é um ponto curioso, Milton. Há duas correntes opostas. A primeira defende o uso intensivo de tecnologias educacionais – com computadores, sistemas audiovisuais de alto padrão, redes interativas de banda larga, fibras ópticas e outros recursos. A segunda corrente defende a intensificação das relações interpessoais, o contato com a natureza, o ensino das artes e os esportes, mas reduzir o uso da tecnologia, em especial no ensino de primeiro grau.

Milton – Até segunda.

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