Educação: outra geração perdida!

Publicado em: 06/11/2013

A indagação brotou durante conversas na Feira do Livro que acontece na Praça Marechal Floriano de Passo Fundo: mais uma geração de brasileiros vai passar sem que a gente tenha apostado profunda e decididamente na educação básica? Falo daquela educação que consegue nos tirar do atoleiro e nos coloca no primeiro mundo.

Lembro quando discutíamos o tenebroso fato das nossas elites não apostarem em educação básica para que pudessem manobrar a mente do povo ignorante. Tínhamos certeza absoluta que correndo com as elites direitista do poder a realidade educacional brasileira seria radiosa e, em questão de duas ou três décadas, dominaríamos o mundo. A gente discutia muito isso: as elites só vicejam na ignorância geral. E lembro como dizíamos que nossas elites apenas pensavam em universidades para seus filhos já que podiam pagar escola básica particular para uma formação sólida para o futuro deles.

Na época, falo do período da ditadura militar, citávamos muito o Japão como exemplo a ser seguido, lembrando como esse país saíra estropiado da segunda guerra mundial (para não dizer humilhado) e em curto período de tempo torna-se uma potência graças à aposta que fez na educação básica. Tendo que enfrentar, ainda, para consolidar tal objetivo, as agruras de um território geograficamente acidentado, descontínuo, assolado por fenômenos climáticos terríveis e paupérrimo em riquezas naturais.

Depois disso agregamos, entre outros exemplos, a Coreia do Sul, o Vietnam do Sul e Cingapura, para ficar nos mais badalados. Estropiados por diferentes motivos, dos conflitos à corrupção, um dia eles criaram vergonha, fizeram um pacto nacional, botaram a educação em primeiro plano e deu no que deu.

Eu pergunto: que praga de madrinha nos persegue para ficarmos atolados num blá-blá-blá sem fim que impede a implantação de um projeto nacional pondo a educação brasileira no devido pedestal? As elites que condenávamos foram catar coquinhos, elas não atrapalham como imaginávamos e nós não avançamos. Mas o que que há?

Vamos fazer uma continha bem rápida: dá para dizer que o Itamar Franco teve as rédeas do país nas mãos por dois anos. Era integrante do chamado Grupo Autêntico na Câmara Federal e, consequentemente, um homem esquerda, homem que esteve entre os que discutiram a importância na educação básica nos tempos do arbítrio. Em seguida vieram os oito anos de Fernando Henrique, homem que esteve na linha de frente na luta contra a elites retrógradas e seus métodos. Adiante tivemos mais oito anos com Lula, também, um cara das esquerdas. E agora estamos fechando três anos com a presidente Dilma, com o que consumimos duas décadas com as esquerdas no poder, com as elites atrasadas catando coquinhos e a nossa educação básica se encontra em que situação mesmo?

O que, efetivamente, produzimos, nesses 21 anos de governos de esquerda, na área educacional tendo um território exuberante em todos os sentidos? Blá-blá-blá, eis o que produzimos; chega ser humilhante comparar o que fez o Japão (uma potência) com seu território mixuruca com o que fizemos nos últimos 21 anos. E nem fico botando na lista outras questões que também revelam a nossa pobreza espiritual, científica, criativa. E tendo dinheiro em caixa para isso (já nem falo do dinheiro roubado cotidianamente como fosse uma casa sem dono…).

E o pior: hoje nem temos a quem culpar!

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