Egon Carlos, um alemão “brasilerro” nas ondas do rádio

Publicado em: 02/03/2009

Você conhece esse alemão “brasilerro” que ainda por cima tem sobre nome de polaco: Egon Carlos Wojcikiewicz? Pois ele reside em Florianópolis, aqui mesmo no nosso bairro do Estreito.

Egon, filho de pai austríaco, mecânico de profissão e mãe alemã, com tendências para o humor, gostava do rádio e sabia imitar muitas vozes. Seu teste no rádio foi na PRC-4, Rádio Clube de Blumenau em 1950 quando também se apresentou no Teatro Carlos Gomes fazendo muita gente rir com suas trapalhadas de humor.

Egon Carlos Wojcikiewicz, nascido na Alemanha em 1928, veio para o Brasil com a família em 1937, para morar com sua avó que era proprietária do Hotel Majestic, situado na esquina das ruas Trajano com a Conselheiro Mafra. Eles não queriam que a sorte da família sofresse os dramas pelos quais passou o pai que lutou na 1ª Guerra Mundial.

Na sua vida de “brasilerro”, Egon estudou em Florianópolis, trabalhou em São Paulo, Blumenau e Florianópolis onde continua curtindo uma de suas grandes paixões como técnico metalúrgico: uma oficina nos fundos da casa onde mora no Estreito. Mas, foi aqui na Ilha da Magia que chegou ao estrelato fazendo programas humorísticos inicialmente na Rádio Jornal A Verdade e depois na Rádio Guarujá.

Na emissora de Manoel de Menezes alcançou notoriedade com o programa ‘Já Ganhou’, uma sátira política que fazia parte da campanha eleitoral do irrequieto poeta, jornalista e concessionário de rádio Manoel de Menezes, ou Neco Pedreira como era conhecido entre os amigos. O sucesso de Egon Carlos foi fulminante, rápido e atmosférico como a carreira política do seu patrão.

Na Guarujá, participando do elenco de radioteatro atuou em novelas e programas humorísticos de auditório no período de 1953 a 1963. Era ator cômico, como se chamava na época, fazendo papeis caricatos de velho, padre, médico e até mulher. “As peças eram lidas um pouco antes de irem pro ar e o ‘diretor’ dava algumas dicas do tipo faz aquela voz grave ali e faz um falsete naquele outro personagem”, lembra o galã que balançava o coração das moçoilas ouvintes e freqüentadoras de auditórios e platéias teatrais.

Colaborou: Vívian Coronato, jornalista e pesquisadora.

3 respostas
  1. Antunes Severo says:

    Nesta data foram feitas as atualizações no texto do artigo graças a colaboração do leitor-ouvinte William Wojcikiewicz, filho do Egon Carlos. A quem agradecemos também pelo adendo “O Pai de meu Pai era Austriáco mas minha Avó(Mãe de meu Pai) era Alemã, mais precisamente de Berlim. Já conversei com meu Pai sobre isso ele estava esperando conversar com vc para as correções”.

  2. Zé Mário says:

    Vergonhoso que tentem manchar a imagem de homem tão íntegro como o desse William Wojcikiewicz! … hauahuhaua não deu para segurar
    Eu não conhecia deste caso mas pelo pouco que se sabe já dá para tirar conclusões que há verdade nessa história. DEINFRA é o ralo do dinheiro público. Depois é só a turminha do alto escalão gastando o nosso dinheiro lá no exterior.

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