Entre amigos. Disco traz gravações históricas e inéditas de Dolores Duran

Publicado em: 29/04/2009

Dez gravações caseiras de Dolores Duran do final dos anos 50 chegam agora ao alcance dos fãs da artista, falecida aos 29 anos em outubro de 1959. São músicas que mostram a força da intérprete, mais conhecida como autora de clássicos como “A noite do meu bem”, “Castigo” e “Por causa de você”.

No registro histórico, feito em um sarau na casa de Geraldo Casé entre 1958 e 1959, Dolores canta standards da música americana (“How high the moon” e “Crye me a river”), passeia pela canção francesa (“Hymne a l’amour”) e desfia pérolas do samba-canção (“Neste mesmo lugar” e “Marca na parede”). Tudo em clima de jam session, com muito improviso instrumental.

Ao lado de Dolores estavam Baden Powell, Manoel da Conceição (o Mão de Vaca) e Chiquinho do Acordeom. O encontro foi documentado em fita analógica de rolo por Geraldo Casé, um dos pioneiros da televisão brasileira e amigo de Dolores na TV Rio, onde ele a dirigiu em “Visitando Dolores”. A pesquisadora Ângela Almeida descobriu as gravações no fim dos anos 90 e, no início de 2000, teve ajuda para obter os direitos das músicas para transformar tudo em disco.

Agora, “Dolores Duran entre amigos” chega às lojas pela Biscoito Fino depois de 300 horas de transcrição e masterização dos fonogramas em estúdio.

“Uma oportunidade única de ouvir Dolores Duran no exercício pleno do instrumento que dominava como poucos: a voz”, define a pesquisadora Ângela Almeida no encarte do disco.

O CD ainda traz três faixas-bônus captadas de outro sarau, promovido pelo casal Raul e Helenita Marques de Azevedo. São registros de “Body and soul”, “Eu sem você” e “Praça Mauá” (as duas últimas compostas pelo então estudante de arquitetura Billy Blanco) feitos no início de 1949, antes de Dolores começar a cantar profissionalmente no palco da boate Vogue ou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Um tempo em que uma das maiores vozes brasileiras ainda era chamada pelo seu nome de batismo, Adélia.

O Globo

Para matar a saudade: Eu sem você, de Billy Blanco

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