Estudo apresenta panorama dos veículos de imprensa em Tubarão

Publicado em: 19/08/2007

Pesquisa realizada em Tubarão constatou a falta de profissionais formados em Comunicação Social atuando nos veículos de imprensa da cidade. Apenas 35% dos profissionais que atuam nos veículos de imprensa de Tubarão (rádio, TV e jornais) têm formação universitária em Comunicação Social, conforme exige o Decreto Lei 972/69.
Da Redação

O levantamento foi feito pelo formando do curso de Jornalismo da Unisul Rafael Lemos de Andrade na monografia “A expansão do mercado de jornalistas profissionais em Tubarão após a criação do curso de Comunicação Social da Unisul”, orientada pela professora mestre Darlete Cardoso, com o objetivo de avaliar a profissionalização do mercado de trabalho no município.
 
De acordo com o estudo jornais, rádios e TVs de Tubarão empregam 126 pessoas nas funções dos jornalistas (repórteres, apresentadores, redatores, diagramadores, fotógrafos, etc). Entre as 82 não formadas que atuam como jornalistas, 42 trabalham no rádio, 37 em mídia impressa e outras três em televisão. Dos 44 formados o rádio absorve apenas sete jornalistas profissionais, 25 na mídia impressa e 12 na televisão.
 
A pesquisa foi realizada em 8 emissoras de rádio, sendo 3 AMs e 5 FMs; em mais de 12 jornais, incluindo diários e semanários; e em 5 TVs, sendo que a Unisul TV é a que possui maior número de jornalistas, 9 no total. O trabalho não pesquisou as assessorias de imprensa, que também são atividades desenvolvidas por jornalistas.
 
“Os números mostram que os jornais impressos são os que mais absorvem jornalistas graduados e também há falta de profissionais na mídia radiofônica da cidade”, comenta Andrade.
 
Para a orientadora da monografia e coordenadora do curso de Comunicação Social da Unisul Darlete Cardoso, o resultado mostra que a fiscalização tem sido ineficiente, sendo que é proibido por lei o exercício do jornalismo por pessoas não formadas, salvo as que possuem o registro por tempo de atuação, e os profissionais de rádio, que podem atuar com registro de radialista.
 
“É lamentável que os veículos contratem pessoas sem formação. Além de ser contra a lei, o veículo perde muito em qualidade”, observa.
 
A professora acrescenta que este tipo de pesquisa é importante, pois além de estudar o mercado de trabalho, serve de alerta tanto para o curso quanto para o próprio órgão que tem o poder de fiscalizar as empresas de comunicação.
 
Além dos dados numéricos, a pesquisa buscou analisar a realização profissional dos jornalistas graduados de Tubarão. De acordo com Andrade, as respostas mesclaram vantagens e desvantagens.
 
“Foi citada a credibilidade que o diploma fornece, o reconhecimento, e o próprio conhecimento obtido nos anos de universidade. Entre as desvantagens, foram citados o piso salarial e o medo de represálias por matérias que vão contra o interesse de alguns”.
 
Apesar do piso salarial da categoria já ser apontado como baixo, a pesquisa revelou ainda que a grande maioria dos veículos não paga nem isso. Apenas três empresas cumprem o estabelecido por lei e trabalham com o piso do jornalista em Tubarão: RBS, Unisul TV e Diário do Sul.
Publicado no site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina em 27/7
 


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