Eu “Confesso” é uma peça de um personagem e muitas vidas

Publicado em: 15/05/2014

O autor, Antônio Cunha, desnudando mistérios afirma: “Eu confesso dá voz a Deus, que relata seu ponto de vista sobre a criação do mundo”.

Édio Nunes

Édio Nunes

Já os articulistas Marco Vasques e Rubens da Cunha, acrescentam: “Diferente de um dos epítetos de Hilda Hilst, o Deus pensado por Antônio Cunha não é um mudo sempre, mas um “homem” que fala, que expõe ao público seus motivos, suas vontades, seus desejos e sustos durante todo o processo de criação do mundo. O ator Édio Nunes, velho conhecido dos nossos palcos, interpreta um Deus que não é esse ser harmonioso que pensava Spinoza ou Einstein, mas também não é esse mau caráter defenestrado por Dawkins”.

E o ator, Édio Nunes, intérprete e personagem o que pensa de tudo isso? Ouça na voz do próprio Édio neste podcast do Ponto de Encontro que gravei com ele para você ouvir, pensar e assistir nas próximas apresentações a partir de sábado, 17 e domingo, 18/05, no Circo da Dona Bilica.

Leia também o que disse a crítica especializada no artigo Quando até Deus se medica de Marco Vasques e Rubens da Cunha.

AGENDA DO ESPETÁCULO

Circo da Dona Bilica. Rua Manoel Pedro Vieira, 601 – Morro das Pedras.
Sábado, 17/05/2014 às 21h00
Domingo, 18/05/2014 às 20h00
Ingresso: R$ 20 inteira, R$ 10 meia-entrada.

Teatro da UFSC | Atenção horário atualizado.

Sexta, sábado e domingo – 23,24 e 25/05 às 20 horas
Sexta, sábado e domingo – 30,31/05 e 01/06 às 20 horas

edio-confesso
Foto: Márcia D´Ávila / Revista Osiris.

Espetáculo: Eu Confesso

Grupo Armação/Florianópolis/SC

Sinopse: É chegado o momento em que “Deus” resolve contar ele mesmo a sua surpreendente versão do processo da criação. Em tom confessional, o despachado e bem-humorado Senhor do Universo revela detalhes até então desconhecidos ou sequer imaginados de sua obra, as suas idéias, as ações planejadas, os acasos e os acidentes de percurso que irão levar a humanidade a tal grau de complexidade, deixando o próprio criador por vezes orgulhoso, por vezes perplexo, por vezes preocupado e, outras, extremamente decepcionado, mas nunca, em momento algum, arrependido. Não há no texto e no espetáculo a intenção de afirmar ou negar a existência de um ser criador e da própria criação enquanto tal, mas sim de levantar ficcionalmente aspectos que se conectem com a constituição da sociedade humana, sem preocupação com cronologia e com a própria “verdade histórica”, mas suscitando reflexões acerca de nossa condição e das suas consequências.
Duração aproximada do espetáculo: 50 minutos
elenco: Edio Nunes
Direção: Antonio Cunha

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