Exploração Não

Publicado em: 30/06/2013

O Oséas Costa Félix, o conhecido Cachimbo, durante quatro anos trabalhou na Rádio Colombo na década de 70. Na emissora do Ervin Bonkóski o Cachimbo atuo com sucesso na cobertura das eleições. Naquela época não havia computadores e nem se pensava em urnas eletrônicas como as de agora. Os votos eram anotados em cédulas eleitorais que depois eram conferidas pelos escrutinadores uma a uma.

Um trabalho danado para se apurar os votos, e uma enorme mão de obra para os repórteres que faziam a cobertura das apurações. E numa dessas, lá foi o Cachimbo levando máquinas de calcular, máquinas de escrever, muitas folhas de papel jornal, canetas à vontade, uma parafernália para municiar toda a equipe da emissora. Trabalho árduo e constante, pois não se podia perder o fio da meada.

Oséas e a equipe da Colombo realizavam um ótimo trabalho e a margem de erros era insignificante. Vai dai que um locutor de outra emissora, meio perdido na contagem dos votos, começou a colar as matérias que o Oséas preparava e, com a maior cara de pau, passava os boletins na íntegra para os ouvintes da sua emissora. O Cachimbo ficou invocado com aquela desfaçatez e, sem que o cara notasse, preparou um boletim falso, cheio de resultados errados.

Não deu outra; o aproveitador entrou na fria e passou o falso boletim para sua emissora. Após a gafe do locutor explorador, o Oséas transmitiu o boletim correto, com resultados completamente diferentes daqueles que o outro irradiara. O cara se mandou, e foi baixar em outra freguesia.

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