Férias para os corruptos

Publicado em: 01/07/2007

Como diz Zé Beto, “pode ser tudo ou pode ser nada”. Nunca se viu em nosso país uma sucessão de notícias sobre atos de corrupção praticados por homens públicos, como nos dias atuais. Corrupção, sabemos, sempre existiu e existe em praticamente todos os países do mundo.
Por Jamur Júnior

Mas, como disse certa vez um ex-governador do Paraná ; “corrupção é como febre, você até pode viver sem maiores problemas se ela ficar entre 37 e 38 gruas. Acontece que no Brasil já atingimos mais de 40 graus dessa febre safada. A interminável seqüência de noticias sobre novas descobertas de casos de corrupção, leva o cidadão a se acostumar com isso e muitas vezes achando que são coisas normais, como trocar de camisa, pegar o ônibus. Faz parte do cotidiano. O noticiário sobre o tema gira em alta velocidade.  Sempre que um escândalo ocupa os maiores espaços na mídia e a opinião pública toma conhecimento e comenta o fato,  divulgam nova descoberta.
Dá a impressão de que a Policia  trabalha dia e noite somente atendendo as investigações sobre corrupção no meio político. São tantas as denúncias publicadas que já tem gente achando que as autoridades tem um estoque de casos que são divulgados na medida em que, alguém com muito poder, considera oportuno um novo escândalo hoje, para desviar a atenção do escândalo de ontem. Ninguém mais fala no Vavá, esqueceram do Delúbio, de Marcos Valério, Palocci, dos mensaleiros, dos sanguessugas e outros que surgiram nas páginas da imprensa com ares de atleta  que chegou para ganhar a medalha de ouro nesse jogo sujo.
Nesse time é difícil ser titular por muito tempo.
Ninguém está garantindo mais que uma semana no noticiário, mesmo que seja um corrupto nacional com posição de destaque na política brasileira. Tudo indica que a chegada de julho vai mudar esse quadro. Com o recesso parlamentar e os jogos Pan-Americanos é bem provável que o noticiário da imprensa mude o foco e se inicie um período de férias para os corruptos.

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