Finalmente!

Publicado em: 19/06/2009

A.N. Vignale*

É. Finalmente a Justiça, através de sua mais alta corte, resolveu pôr fim a absurda exigência de diploma para o desempenho da profissão de jornalista no Brasil. Custou-se a entender que o jornalista (assim como o ator, a atriz, o cantor, o músico, o artista plástico) independem de diploma para que tenha seu trabalho reconhecido. É a vocação e a experiência de cada um desses profissionais que os fazem alcançar admiração e respeito pelo trabalho que executam.

Quem não conhece alguém que tendo concluído o curso de Jornalismo não saiba escrever um simples texto? Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer quem, não tendo sequer concluído o ensino médio, é capaz de desempenhar a profissão de jornalista e até escrever obras literárias da maior importância? Um exemplo disso é o Prêmio Nobel de Literatura José Saramago.

Finalmente, repito, o mal está debelado e agora passa a ser considerado jornalista aquele que comprovar no trabalho a sua capacidade para o exercício dessa notável profissão, independente de haver “suvaqueado” ou não um diploma.

Seria bom que nossos ministros começassem a pensar no caso da exigência de prova da OAB para os novos advogados. Uma exigência corporativista que têm privado muitos jovens que, depois de anos de estudo, sejam impedidos de exercer a profissão. Como base de uma decisão contrária a tal exame, basta que deem uma olhada no que ocorre com recém formados em medicina e engenharia, duas profissões que lidam diretamente com a vida, mas que independem de qualquer exame posterior à formatura para que sejam exercidas legalmente.

Logo chegaremos lá. Ou não. Espero que sim.

*Radialista, músico, compositor, cantor

1 responder
  1. Aderbal Machado says:

    Meu caríssimo Toninho Vignale,

    Minha admiração para com você, artista sem diploma que maravilha pela sua arte, junto com seu irmão Adão, de Los Viñales. Estou até de acordo com a tese, pois sou, com meus irmãos, prova viva de exercício pleno do jornalismo há 40 anos ininterruptos, sem a necessidade de diploma, quer em rádio como em televisão e jornais, além de assessorias de imprensa.
    Discordo quanto ao exemplo dos médicos; eles têm o melhor dos aperfeiçoamentos, antes de iniciar sua vida profissional, que é a residência médica, na qual passam por duras provações de sua atividade.
    De qualquer modo, aproveito para, cumprimentando-o efusivamente, dizer que, em qualquer atividade, com diploma ou sem diploma, com curso ou sem curso, o que vale é ter talento, vocação e alegria de fazer seu mister. Sem estas qualidades essenciais, todo o resto morre.

    Receba meu abraço com “alma, corazón y vida”.

    Aderbal Machado

    Um abraço,

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